A disputa em torno do fim do pagamento em dinheiro nos ônibus municipais do Rio ganhou um novo capítulo neste sábado (23), após o prefeito Eduardo Cavaliere usar as redes sociais para rebater um projeto apresentado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) contra a medida adotada pela prefeitura.
Em publicação nas redes, Cavaliere reagiu diretamente à proposta do presidente da Casa e pré-candidato ao governo do estado, Douglas Ruas (PL), que tenta barrar a extinção do pagamento em espécie nos ônibus municipais a partir do próximo dia 30 de maio.
O prefeito fez críticas duras ao projeto e associou a circulação de dinheiro vivo a práticas ilegais. “É estarrecedor que não escondem a preferência pela circulação de dinheiro vivo na Alerj”, escreveu.
Em outro trecho da publicação, Cavaliere elevou o tom ao afirmar que “quem gosta de dinheiro vivo circulando em caixa de sapato, cofre e mala é bandido”.
Mudança no transporte
A Prefeitura do Rio vem implementando a substituição gradual do dinheiro físico por meios digitais no transporte municipal. Segundo Cavaliere, a cidade já atingiu 95% das passagens de ônibus pagas sem uso de dinheiro em espécie.
Na postagem, o prefeito afirmou que a digitalização do sistema representa avanço em transparência e controle do transporte público.
“Por aqui na Prefeitura do Rio já chegamos a 95% das passagens de ônibus sem dinheiro e vamos seguir avançando com transparência e controle do sistema público de transportes na mão dos cariocas”, declarou.
Projeto na Alerj
O projeto de Ruas ainda precisará passar pelas comissões temáticas da Assembleia antes de seguir para votação em plenário. O tema passou a mobilizar discussões políticas sobre modernização do sistema de transporte, inclusão digital e impactos da retirada do dinheiro físico na rotina dos passageiros.
A publicação de Cavaliere também ampliou a tensão política entre a prefeitura e setores da Assembleia Legislativa. Ao mencionar uma suposta resistência à modernização do sistema de transporte, o prefeito afirmou que “o temor da modernização que iniciamos na cidade do Rio chegar ao Estado do RJ pelo visto incomodou o esquema da máfia”.







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