A Câmara do Rio começou a analisar um projeto de lei complementar que visa instalar um sistema de vigilância permanente para crianças nas praias da cidade. O texto, batizado de “Lei Edson Davi”, é inspirado no caso do menino de 6 anos desaparecido na Praia da Barra da Tijuca, em janeiro do ano passado.
O conjunto de regras propõe inclui a instalação de câmeras de vigilância voltadas para o mar, a criação de zonas de proteção infantil, o reforço no efetivo de guarda-vidas treinados e a adoção de sistemas integrados de resposta rápida em caso de desaparecimento. A medida pretende usar recursos da nova arrecadação da Cosip, que deve fazer o orçamento municipal saltar de R$ 477,9 milhões para R$ 1,39 bilhão no ano que vem, segundo o projeto orçamentário enviado aos vereadores pela prefeitura.
Durante a sessão desta terça (7), o vereador Leniel Borel (PP), autor da proposta, apresentou o texto ao lado da mãe de Edson Davi e fez um apelo pela prevenção. “Com toda essa extensão litorânea, não temos uma única câmera voltada para o mar. Estamos chegando ao verão, com praias lotadas, e as crianças continuam desaparecendo. O caso de Edson Davi escancarou essa omissão”, disse.
O projeto ainda será analisado pelas comissões internas da Casa e prevê também convênios com quiosques, o uso de drones e o armazenamento obrigatório das imagens por 90 dias. “Ontem foi o Edson. Amanhã pode ser o filho ou o neto de qualquer um de nós”, completou o vereador.
Relembre o caso
Edson Davi desapareceu na tarde de 4 de janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca. O menino brincava na areia perto da barraca do pai, que o perdeu de vista por volta das 17h, enquanto atendia um cliente.
A família sempre ressaltou que Davi tinha medo do mar e não entrava na água sem permissão. Apesar das buscas do Corpo de Bombeiros e da análise de imagens de segurança pela Polícia Civil, o caso permanece sem respostas.






Deixe um comentário