Caso Édson Davi: delegada afirma não ter dúvidas de que desaparecimento não foi causado por sequestro e aponta afogamento

Pai trabalhava sozinho em dia de intenso movimento de sua barraca na praia e não pode dar devida atenção ao filho, diz delegada

A delegada titular da Delegacia da Descoberta de Paradeiros (DDPA), Elen Souto, afirmou, neste sábado (3), não ter dúvidas de que faltou cautela ao pai de Édson Davi, de 6 anos, durante o trabalho na barraca na Barra da Tijuca, em 4 de janeiro, dia em que o garoto desapareceu. Segundo ela, nenhum indício da investigação aponta para a possibilidade de sequestro, lavantada pela família.

— Não há dúvidas de que houve falta de vigilância e cautela do pai de Édson Davi. Nem todo corpo afogado aparece, principalmente no mar da Barra. Pode ficar preso em pedras, bem como ser direcionado para alto mar — afirmou a delegada.

De acordo com Elen, a barraca de Edson dos Santos Almeida, pai do garoto, era uma das mais movimentadas naquele dia:

— Sabemos que a falta de atenção ocorreu em razão do trabalho, pois o pai estava atendendo cerca de 60 pessoas sozinho. Tivemos o acesso das máquinas de cartões e constatamos que, às 17h, horário em que o menino não foi mais visto, todas as barracas estavam fechando as contas. Naquele dia, a barraca dele foi a mais movimentada no trecho da praia — declarou a policial.

Na noite dessa sexta (3), uma ossada encontrada perto do local onde o menino desapareceu, na Praia da Barra, foi recolhida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Instituto Médico-legal (IML). Peritos ainda estão analisando os restos mortais para saber se são do menino.

Em seu depoimento, o pai chegou a declarar que da barraca não conseguia ter visão do mar porque havia um banco de areia na frente e que o mar estava agitado, com quatro bandeiras vermelhas indicando risco.

Almeida afirmou, ainda, que meia hora antes de dar falta do filho o menino jogava bola com um grupo de turistas estrangeiros.

Com informações de O Globo.

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