Caso de menino desaparecido na Barra completa seis meses envolto em mistério

Polícia crê em afogamento, mas família contratou investigação particular por acreditar em rapto

Seis meses após o desaparecimento de Edson Davi Silva Almeida, ocorrido nesta quinta-feira (4), as investigações continuam sem uma conclusão definitiva, com divergências entre a polícia e a família sobre o destino do menino.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) mantém a hipótese de afogamento como a única linha de investigação. Segundo a polícia, câmeras de segurança em um perímetro de 2 km não mostraram o menino saindo da praia. Sobrevoos e o uso de uma câmera termográfica também não revelaram nada. Outras hipóteses foram investigadas, mas descartadas por falta de evidências.

Contrapondo a versão policial, a família contratou uma investigação particular. O advogado João Tancredo, representando a família, afirmou que o relatório da investigação particular refuta a tese de afogamento e será anexado ao inquérito policial. A mãe do menino, Marize Araújo, desde o início acredita que seu filho foi raptado, e critica a polícia por não considerar essa hipótese.

Marize pediu auxílio à Polícia Federal e ao Ministério Público nas investigações, alegando que testemunhas-chave não foram ouvidas. “Hoje eu quero expressar minha indignação pela falta de respostas. Não me conformo com essa investigação sem solução, com o descaso com a vida de uma criança de apenas sete anos de idade”, desabafou.

Raul Ábacus, investigador particular contratado pela família, entrevistou 17 pessoas e concluiu que o afogamento é improvável, já que nenhuma testemunha viu o menino perto do mar, e a família afirma que ele tinha medo da água. No entanto, a polícia possui um vídeo que supostamente mostra Edson Davi próximo à água no dia do desaparecimento. Depoimentos na DDPA indicam que o pai do menino e um funcionário da barraca o viram na água ou na beira do mar.

“Nunca houve suspeita de sequestro, pois tecnicamente, pela análise das imagens, ele não saiu da praia. As testemunhas o colocam indo em direção ao mar, pedindo prancha para ir para a água. A visibilidade dos banhistas à água estava restrita”, explicou a delegada Elen Souto, responsável pela investigação.

Com informações do g1

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