Um ano e seis meses após o desaparecimento de Edson Davi Silva Almeida, de apenas 6 anos, familiares do menino voltaram ao local onde tudo aconteceu, na Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para gravar um vídeo pedindo ajuda, informações e uma investigação mais comprometida sobre o caso. A gravação foi divulgada nas redes sociais nesta segunda-feira (22).
No vídeo, gravado nas proximidades do posto 4, a mãe de Edson Davi, Marize Araújo, aparece com outros dois outros familiares :
“Faz um ano e seis meses que meu filho Edson Davi desapareceu neste local. As câmeras da prefeitura não estavam funcionando no dia. Eu contratei uma empresa de investigação e procura, que provam que o Davi não entrou no mar. Os bombeiros também fizeram uma busca incansável no mar por três meses e nada foi encontrado”, dizem as três em vídeos alternados.
Segundo a mãe, o menino foi visto pela última vez jogando bola com um turista argentino e seus dois filhos, ao lado da barraca onde o pai trabalhava. “Minutos depois do futebol terminar, ele é atraído para um ponto cego da praia e simplesmente desaparece”, relatou uma das familiares que aparece no vídeo.
“Uma testemunha viu uma mulher toda de preto articulando com o Davi por muito tempo. Essa suspeita até hoje não foi identificada. Eu só peço uma investigação digna, com respeito e compaixão pelo Davi. Eu sigo na esperança de encontrar o meu filho”, finaliza Marize.
O apelo mobilizou internautas, que comentaram em apoio à família. “Até hoje sonho com a volta do Davi. Espero que em breve vocês tenham notícias”, escreveu uma seguidora. Outro comentou: “Creio que ele não se afogaria sem alguém perceber”.
O caso
Edson Davi desapareceu na tarde do dia 4 de janeiro de 2024, enquanto estava com o pai na praia da Barra da Tijuca. O menino brincava na areia com outras crianças e, por volta das 17h, foi dado como desaparecido. O pai, que é barraqueiro, contou que perdeu o filho de vista enquanto atendia um cliente.
“Sei que um gringo estava com duas crianças brincando de bola com ele. Por volta de 16h30, estavam na areia jogando bola, ele [Edson Davi] se fazendo de goleiro. Nisso, eu atendendo um cliente, fechando conta, quando me dei conta, meu filho sumiu. Isso era 16h50, 17h, quando aconteceu”, disse o pai na época.
Segundo relatos da família, Davi tinha medo do mar e não costumava entrar na água sem pedir autorização. “Era um menino muito obediente. Sempre que se aproximava da água, ele pedia [permissão]”, disse a irmã, Giovana Almeida.
Antes de desaparecer, o menino havia feito um lanche e gravado um vídeo com o pai, no qual aparece sorrindo e vestindo uma camisa térmica preta. O Corpo de Bombeiros realizou buscas por semanas no mar, sem sucesso. Imagens da orla foram analisadas pela Polícia Civil, mas, até hoje, o caso permanece sem respostas.






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