É GRAVE A CRISE: Rede de cinemas propõe plano de demissão voluntária no Rio

Diante da determinação do governo do Rio de Janeiro de suspender o funcionamento dos cinemas, a rede Kinoplex antecipou as férias coletivas de todos os funcionários do estado. Já a rede Cinemark, a maior do país, propôs, nesta segunda-feira, um Plano de Demissão Voluntária ou um Programa de Qualificação Profissional remunerado. De acordo com o…

Diante da determinação do governo do Rio de Janeiro de suspender o funcionamento dos cinemas, a rede Kinoplex antecipou as férias coletivas de todos os funcionários do estado. Já a rede Cinemark, a maior do país, propôs, nesta segunda-feira, um Plano de Demissão Voluntária ou um Programa de Qualificação Profissional remunerado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos empregados de empresas teatrais e cinematográficos do Rio de Janeiro, Paulo Balmant, a rede Kinoplex “não deu alternativa nenhuma aos funcionários” e decidiu antecipar as férias de todos os trabalhadores no Rio.

Já a Cinemark, segundo Balmant, ofereceu duas propostas: a adesão a um plano de demissão voluntária, no qual será garantido ao funcionário o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) sem o pagamento da multa rescisória, ou um Programa de Qualificação Profissional remunerado.

Na segundo opção, ainda segundo o sindicalista, o funcionário ficará sem trabalhar participando de cursos online e receberá até cerca de 80% de sua remuneração líquida, excluídos os adicionais de auxílio transporte e alimentação.

“A maioria parece que vai querer a segunda opção, disse Balmant. Ele destacou que os funcionários terão 24 horas para manifestar sua escolha.

As propostas da rede Cinemark foram apresentadas nesta segunda-feira durante assembleia em um dos complexos da rede em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O G1 não foi autorizado a acompanhar o encontro.

A Cinemark não detalhou as propostas oferecidas aos seus funcionários. Em nota, comunicou que atendeu “às determinações de diversas autoridades” e suspendeu o funcionamento de suas salas tanto no Rio quanto no Distrito Federal e que, diante disso, “iniciou diálogo com seus colaboradores e sindicato para encontrar de forma conjunta as melhores alternativas para a administração da crise sanitária e econômica”.

A decisão de fechar os cinemas no Rio de Janeiro foi anunciada pelo governador Wilson Witzel na sexta-feira (13). Em decreto, ele estabeleceu diversas medidas para evitar a aglomeração de pessoas, que inclui a suspensão, também, das atividades em teatros, museus e lonas culturais.

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