Uma operação da Polícia Civil mira uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho (CV) envolvida em um esquema de fraudes bancárias responsável por movimentar mais de R$ 136 milhões em apenas dez meses. Dois homens foram presos.
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminais Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) cumpriram 38 mandados de busca e apreensão no Rio, Região dos Lagos e Rio Grande do Sul.
A Justiça também determinou bloqueio de imóveis de luxo e contas bancárias dos envolvidos.
Piero Gabriel Ramos, apontado como chefe do esquema foi detido na Região dos Lagos. Segundo a polícia, um Jaguar roubado em 2024 estava na garagem da casa dele, na Baixada.
Raphael Ferreira Duarte, outro investigado, tinha um mandado de prisão pendente por tráfico de drogas e homicídio. Ele estava no interior de Minas Gerais.
Segundo a Draco, a quadrilha usava empresas fictícias para fazer complexas movimentações de lavagem de dinheiro de recursos ilícitos no sistema financeiro.
Os investigadores apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis para aprofundar a apuração do rastreamento do fluxo financeiro.
As investigações apontam ainda que operadores financeiros ligados ao esquema possuem antecedentes criminais por delitos como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa.
Com isso, a Draco viu indícios de que parte dos recursos da quadrilha era destinada ao financiamento de atividades ilícitas relacionadas ao tráfico.
Como funcionava o esquema
Investigações da Draco miram uma complexa estrutura criminosa responsável por fraudar instituições financeiras por meio da abertura irregular de contas empresariais, obtenção indevida de crédito e ocultação da origem dos valores obtidos ilegalmente.
O grupo usava empresas de fachada, documentos falsos e “laranjas”. A investigação começou após uma instituição financeira relatar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão de crédito, que resultaram em um prejuízo inicial de R$ 5,2 milhões.
Com o avanço das apurações e análises de relatórios de inteligência financeira, os agentes identificaram movimentações financeiras de alto valor e incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos.
Os policiais identificaram a existência de um sistema estruturado para movimentação e ocultação de valores ilícitos em larga escala. Ainda segundo a Draco, o líder do grupo também cometia golpes com os mesmos moldes de atuação para obter indevidamente indenizações securitárias.






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