O dólar voltou a chamar atenção do mercado financeiro nesta sexta-feira (8) ao fechar abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em mais de dois anos. A moeda americana caiu 0,59% e encerrou o dia cotada a R$ 4,8942, menor nível desde janeiro de 2024. Enquanto isso, o Ibovespa avançou 0,49%, alcançando 184.108 pontos.
O movimento aconteceu em meio a um cenário internacional marcado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, além da divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho americano.
Petróleo no radar
A alta do petróleo voltou ao centro das atenções após novos confrontos envolvendo embarcações americanas e forças iranianas na região do Estreito de Ormuz, considerada uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global da commodity.
Segundo agências internacionais, militares dos EUA atacaram petroleiros vazios que tentavam atravessar o bloqueio naval na entrada do estreito. Até a última atualização, o governo iraniano ainda não havia comentado oficialmente o episódio.
Com a nova escalada geopolítica, os preços internacionais do petróleo subiram novamente. O barril do Brent avançou 0,53%, sendo negociado acima dos US$ 100, enquanto o WTI americano também registrou alta.
Reflexo no Brasil
O avanço do petróleo tende a beneficiar países exportadores da commodity, como o Brasil. A expectativa de maior entrada de dólares no país por meio das exportações ajuda a fortalecer o real frente à moeda americana, pressionando o dólar para baixo.
Além disso, investidores também acompanharam os números do payroll, principal relatório de empregos dos Estados Unidos. O país criou 115 mil vagas em abril, acima das projeções do mercado, enquanto a taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%.
Os dados reforçaram a percepção de que a economia americana segue aquecida, cenário que pode levar o Federal Reserve, o banco central dos EUA, a manter juros elevados por mais tempo.
Ibovespa sobe
Mesmo com o cenário de tensão internacional, a bolsa brasileira encerrou o pregão em alta. O Ibovespa acumulou avanço de 14,26% no ano, embora ainda registre queda no acumulado da semana.
Nos Estados Unidos, as bolsas também fecharam em território positivo. O Nasdaq teve alta de 1,71%, enquanto o S&P 500 subiu 0,83%. Já na Europa, os principais índices recuaram diante das preocupações com juros elevados e riscos geopolíticos.
Mercados reagem de forma positiva
Na Ásia, os mercados reagiram de forma positiva. A bolsa de Tóquio registrou forte alta, com o índice Nikkei saltando 5,58%. Em Hong Kong e na China, os principais índices também encerraram o dia em alta.
O cenário mostra que investidores seguem atentos aos desdobramentos da crise no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo e às próximas decisões sobre juros nos Estados Unidos, fatores que continuam influenciando diretamente o dólar e os mercados globais.






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