O dólar fechou a sexta-feira (1º) em R$ 5,8698, uma alta de 1,53% que levou a moeda americana ao maior patamar do governo Lula e ao nível mais alto desde maio de 2020. A valorização semanal foi de 2,9%, somando um aumento de quase 21% no acumulado do ano. A incerteza fiscal e a falta de medidas concretas para conter gastos públicos pressionam o câmbio, enquanto o mercado aguarda posicionamento do governo.
A viagem do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à Europa, prevista para a próxima semana, deve postergar o anúncio de um possível corte de despesas, essencial para conter o avanço do dólar e estabilizar o cenário econômico.
O ministro retorna apenas no dia 9, deixando o mercado em compasso de espera e aumentando a volatilidade cambial. Analistas apontam que, sem clareza fiscal, investidores buscam proteção no dólar, elevando ainda mais a moeda frente ao real.
Eleições americanas também causam mais incertezas
Os juros futuros também refletem a insegurança com a política fiscal, com o DI para 2027 sendo negociado acima dos 13% ao ano. Paralelamente, o mercado financeiro internacional observa a aproximação das eleições americanas, que trazem incertezas adicionais.
Na sexta, o relatório de empregos dos EUA surpreendeu negativamente, com criação de apenas 12 mil postos de trabalho, frente aos 113 mil esperados. Isso eleva a preocupação sobre uma possível desaceleração econômica nos Estados Unidos.
Mesmo com uma leve queda nos rendimentos das Treasuries, o dólar segue valorizado no Brasil, impulsionado pelas incertezas locais. Embora a redução dos juros americanos costume atrair investidores para mercados com taxas mais altas, como o brasileiro, a falta de clareza na política fiscal brasileira tem mantido o câmbio pressionado.
Com informações de O Globo





