Do funk ao samba, escola de música popular poderá abrir oportunidades no Rio

Projeto aprovado pela Alerj autoriza criação de instituição para formação artística e profissional de moradores de comunidades

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O samba, o funk e outros ritmos que fazem parte da identidade cultural do Rio de Janeiro poderão ganhar um novo espaço de formação e qualificação profissional. A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou em segunda discussão, nesta quinta-feira (5), uma proposta que autoriza o governo estadual a criar a Escola de Música Popular Carioca, voltada ao ensino de música, dança e atividades ligadas à produção cultural.

A iniciativa pretende ampliar as oportunidades de aprendizado e inserção no mercado de trabalho, especialmente para moradores de comunidades e regiões de baixa renda.

De autoria do deputado Rodrigo Amorim (PL), o projeto de lei 2.856/2020 prevê a criação de uma instituição dedicada à formação artística e profissional de crianças, jovens e adultos. O texto contempla tanto pessoas interessadas em desenvolver habilidades musicais quanto aquelas que desejam trabalhar nos bastidores de apresentações, espetáculos e eventos culturais.

A escola poderá oferecer aulas de teoria musical e prática de instrumentos de corda, sopro e percussão, além de atividades em corais, fanfarras, orquestras e grupos de música popular.

O PL também prevê oficinas de dança, produção cultural e cursos de capacitação em áreas como sonorização, iluminação e organização de eventos, ampliando as possibilidades de atuação profissional dos participantes.

Formação musical e oportunidades de trabalho

Um dos objetivos da proposta é aproximar a formação artística das necessidades do mercado cultural. Além do aprendizado de instrumentos e técnicas musicais, os estudantes poderão receber certificação em atividades relacionadas à produção e à realização de eventos.

A iniciativa também busca estimular a criatividade, o desenvolvimento de habilidades sociais e a participação dos alunos em atividades coletivas, como apresentações musicais e festivais.

A participação em corais, conjuntos populares e outros grupos artísticos poderá funcionar como uma oportunidade para que os estudantes coloquem em prática os conhecimentos adquiridos durante os cursos.

O projeto prevê ainda a integração entre a formação profissional e o desenvolvimento cultural dos alunos, com incentivo à valorização das diferentes manifestações musicais presentes no estado.

Escola poderá ter parcerias com a iniciativa privada

De acordo com o texto aprovado, a Escola de Música Popular Carioca ficará vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec). Caberá ao governo estadual disponibilizar espaços físicos adequados e recursos financeiros para o funcionamento da instituição.

O projeto também permite a realização de parcerias com empresas e organizações privadas para apoiar a manutenção das atividades e ampliar a oferta de cursos e oficinas.

Na justificativa, Rodrigo Amorim destacou a importância de fortalecer manifestações culturais como o samba e o funk, além de criar oportunidades de qualificação para artistas e profissionais que vivem nas comunidades fluminenses.

“Nos inspiramos em uma sugestão do cantor, DJ e produtor MC Serginho, morador da comunidade do Jacaré, na Zona Norte do Rio, que defende a ampliação do acesso à formação profissional no setor musical”, afirmou o deputado.

A proposta busca aproveitar a tradição musical do Rio de Janeiro como instrumento de formação, geração de oportunidades e valorização da produção cultural local. Com a aprovação em segunda discussão, o projeto segue para análise do governador, que poderá sancionar ou vetar a medida.

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