Divisão no PSD expõe impasse sobre voto na prisão de Rodrigo Bacellar

Apesar da orientação pela manutenção da preventiva, Cláudio Caiado afirma que não seguirá posição da direção estadual

O entendimento firmado pela direção regional do PSD para apoiar a manutenção da prisão do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar, não deve resultar em uma votação unificada da bancada.

Embora o partido tenha divulgado orientação para que seus seis deputados votem pela continuidade da preventiva, ao menos um parlamentar já anunciou que não seguirá a indicação

O deputado Cláudio Caiado afirmou, em entrevista a Agenda do Poder, que não votará pela manutenção da prisão e que pode optar pela abstenção. Segundo ele, a orientação divulgada pela direção estadual não tem caráter obrigatório.Ele, inclusive, expressou sua posição na reunião dos deputados realizada na quinta-feira (04).

Posicionamento interno

O PSD decidiu pela orientação após reunião convocada pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Pedro Paulo. A sigla avaliou que o caso exige posicionamento institucional e que o plenário da Alerj deve deliberar conforme previsto em lei. A nota divulgada pelo partido reforça essa visão.

Rumo à votação

A bancada do PSD é formada por Átila Nunes, Cláudio Caiado, Lucinha, Luiz Paulo, Munir Neto e Sérgio Fernandes. O prefeito Eduardo Paes, principal liderança do partido no estado e pré-candidato ao governo, tinha Bacellar como adversário declarado antes da prisão.

A posição da sigla ocorre às vésperas da deliberação sobre a manutenção da preventiva, determinada pelo Supremo Tribunal Federal. Com a divergência interna exposta, o partido chega à votação dividido, o que pode influenciar o equilíbrio de forças no plenário.

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