Dirceu 80 anos tem jingle de campanha, Alckmin, ministros e críticas a Flávio Bolsonaro

Ex-ministro celebra aniversário em Brasília com aliados, jingle de campanha e discurso político com ataques ao pré-candidato do PL

A comemoração dos 80 anos de José Dirceu reuniu autoridades e lideranças políticas na noite desta terça-feira (17), em Brasília. O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros de Estado, além do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.

A celebração ocorreu em um restaurante à beira do Lago Paranoá, em um formato informal, no qual cada convidado pagou pela própria consumação. O serviço foi feito em buffet por quilo.

Durante o evento, Dirceu apresentou seu jingle de campanha para as eleições de outubro, quando pretende disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo, após mais de duas décadas fora da Câmara.

Jingle, fotos e interação com convidados

O ex-ministro passou boa parte da festa posicionado em frente a um painel com seu nome, recebendo cumprimentos e tirando fotos. Enquanto convidados anônimos enfrentavam fila, figuras públicas tiveram acesso facilitado ao aniversariante.

Entre os primeiros a chegar estavam os ministros José Mucio e Wolney Queiroz. Mucio presenteou Dirceu com uma gravata e foi abordado pelo deputado Rui Falcão, em um encontro marcado por cordialidade.

Outro presente veio do ex-ministro Celso Sabino, que levou uma garrafa de cachaça de jambu. O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia também esteve presente.

Alckmin aparece e Dirceu faz discurso político

Alckmin fez uma passagem breve pela festa, cumprimentou Dirceu e deixou o local antes do discurso oficial e do tradicional parabéns. Ainda assim, foi citado pelo anfitrião como símbolo do momento político atual.

Em sua fala, Dirceu afirmou que o país enfrenta riscos à democracia e à soberania. O ex-ministro também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível candidato à Presidência.

Segundo Dirceu, o parlamentar representaria a continuidade do bolsonarismo e teria alinhamento com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Críticas ao discurso anticorrupção e presença de ministros

O ex-ministro também fez críticas ao uso político do discurso anticorrupção, citando episódios históricos e defendendo cautela na condução de investigações atuais.

A ministra Gleisi Hoffmann chegou após o discurso, enquanto outros integrantes do governo, como Camilo Santana e Esther Dweck, também marcaram presença.

Entre os convidados, estavam ainda o ex-senador Luiz Estevão e advogados conhecidos, como Pierpaolo Bottini e Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

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