O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, relatou ter sido alvo de uma ameaça feita por uma funcionária de uma companhia aérea após ela visualizar um cartão de embarque em seu nome. Segundo o magistrado, a atendente afirmou que seria “melhor matar do que xingar” o integrante da Corte.
A declaração levou Dino a fazer um apelo público para que empresas invistam em campanhas de educação cívica voltadas aos funcionários, especialmente em um momento de polarização política e em pleno ano eleitoral, informa O Globo. Para o ministro, é necessário reforçar valores de respeito e convivência pacífica entre cidadãos, independentemente de posicionamentos ideológicos.
Ministro vê “contaminação por ódio” ligada à atuação no STF
Ao comentar o episódio, Flávio Dino afirmou enxergar uma “contaminação por ódio” motivada por sua atuação como ministro do STF. Segundo ele, situações como essa podem ultrapassar o campo das ofensas verbais e representar riscos mais amplos à segurança.
“Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, ponderou o ministro.
Apesar da gravidade da situação, Dino ressaltou acreditar que o caso possa ter sido isolado. Ainda assim, defendeu que consumidores não devem se sentir intimidados ou receosos de sofrer agressões ao utilizar serviços privados em razão de opiniões políticas, simpatias ou preferências individuais.
Apelo às empresas por campanhas educativas
Durante a manifestação, o ministro reforçou a necessidade de empresas e entidades empresariais adotarem iniciativas educativas internas para estimular o respeito entre funcionários e clientes.
“É melhor prevenir. Essa é a sugestão para as empresas e entidades empresariais: orientem e estimulem com campanhas educativas os seus prestadores de serviço a manter o respeito a todas as pessoas, independentemente de preferências, simpatias, opiniões. Será o melhor para a empresa e para os consumidores. Será o melhor para o Brasil”, declarou.






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