Diálogo vai resolver sucessão no Rio, reforça Douglas Ruas, novo presidente da Alerj

Parlamentar descarta judicialização e aposta em acordo institucional para definir comando do estado

O presidente eleito da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), afirmou neste sábado que o “diálogo” será o caminho para resolver a disputa pela sucessão no governo estadual e garantir a normalidade institucional. Segundo ele, não há interesse em prolongar o impasse por meio de disputas judiciais.

A declaração ocorre após sua vitória na eleição interna da Casa, na sexta-feira, e em meio ao movimento para viabilizar uma eventual posse como governador. O cargo é ocupado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio.

Aposta em solução institucional

Ruas reforçou que qualquer avanço dependerá da construção de entendimento entre os Poderes. “Fui enfático em afirmar que a Assembleia não daria um passo a não ser através de um diálogo com as demais instituições da República”, declarou. Ele acrescentou: “Não temos qualquer interesse em batalha judicial, pelo simples fato de entendermos que isso em nada ajuda o povo do Rio de Janeiro”.

O posicionamento repete o tom adotado em seu primeiro discurso como presidente da Alerj, quando também defendeu a interlocução com o Executivo e o Judiciário como saída para o impasse.

STF dará a palavra final

A definição sobre quem comandará o Palácio Guanabara caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa o caso após a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento está suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Enquanto isso, aliados de Ruas articulam apresentar ao Supremo uma petição comunicando o resultado da eleição na Alerj, com o objetivo de acelerar uma decisão. O argumento central é que a Constituição prevê o presidente do Legislativo como sucessor direto em caso de vacância.

Disputa política e questionamentos

O cenário, porém, enfrenta resistência. Partidos de oposição articulam ações no STF para anular a eleição da Alerj e defendem nova votação com voto secreto. Além disso, o bloco alinhado ao prefeito Eduardo Paes boicotou a sessão, retirando 25 parlamentares do plenário.

Ruas criticou a ausência e afirmou que o gesto contribui para a instabilidade. Apesar disso, manteve o discurso de conciliação, insistindo que o impasse será superado por meio do diálogo entre instituições.

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