O desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, repetindo o menor nível da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. O dado, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirma a tendência de estabilidade observada no mês anterior.
Comparações com períodos anteriores
Nos três meses encerrados em maio, a taxa de desocupação era de 6,2%. Já no mesmo período do ano passado, o índice estava em 6,6%. A queda mostra a consistência da recuperação do mercado de trabalho, que vem surpreendendo mesmo diante de um cenário de juros altos.
O resultado veio em linha com as expectativas de mercado. Segundo a mediana das projeções reunidas pela Bloomberg, analistas esperavam uma taxa de 5,6%, o que reforça a leitura de que a economia segue um ritmo mais sólido do que o previsto há alguns meses.
Mercado aquecido e perspectivas
Com a taxa de desemprego no menor patamar histórico, especialistas apontam diferentes cenários para os próximos meses. Parte dos economistas acredita que o mercado de trabalho deve permanecer forte ao longo de 2025, sustentado pelo crescimento de setores de serviços e pela formalização de postos de trabalho.
Há, porém, quem alerte para os efeitos da política monetária. O nível elevado da taxa de juros, mantido pelo Banco Central para controlar a inflação, pode começar a pesar mais fortemente sobre as contratações, reduzindo o ritmo de expansão do emprego no próximo ano.






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