Deputados classificam como barbárie morte de homem espancado em Copacabana

Parlamentares lamentaram a morte de Cláudio Rafael Landeiro e criticaram a falta de segurança pública no estado durante sessão plenária desta quinta-feira

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

Deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) lamentaram, durante a sessão plenária desta quinta-feira (20), a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ao comentarem o caso, parlamentares classificaram o episódio como bárbaro e estarrecedor e criticaram a situação da segurança pública no estado.

Landeiro morreu depois de ser confundido com um ladrão e agredido a pauladas. O caso provocou manifestações dos deputados Luiz Paulo (PSD), Tia Ju (Republicanos) e Carlos Macedo (Republicanos), que também fizeram um apelo para que episódios de violência não sejam naturalizados pela sociedade.

Violência e justiça pelas próprias mãos

Durante sua fala em plenário, Luiz Paulo afirmou ter ficado “abismado” ao assistir às imagens da agressão. O deputado chamou atenção principalmente para o fato de a vítima ter sido atacada após ser apontada como suspeita de um crime.

“Um assassinato de um inocente por linchamento público na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. É estarrecedor! Porque, como não tem segurança pública, a reação é de querer fazer justiça com as próprias mãos. E, desta vez, cometeram uma enorme injustiça, sacrificando um inocente”, afirmou.

O parlamentar disse que as imagens evidenciam, na avaliação dele, a gravidade do momento vivido pelo Rio tanto na área de segurança quanto nas relações sociais. Luiz Paulo também manifestou “repugnância total” ao crime.

“Eu só queria trazer esse relato para mostrar que momento terrível a gente está vivendo na segurança pública, nas relações pessoais, no entendimento de que a vida não é mais o nosso melhor bem”, declarou.

Alerta para naturalização da violência

Presidindo a sessão, Tia Ju se solidarizou com a família de Cláudio e afirmou estar preocupada com situações em que pessoas com transtornos mentais possam ser confundidas com criminosos. A deputada relatou ter um irmão com problemas neurológicos e disse que a família mantém cuidados para evitar que ele saia sozinho.

“Confundir essas pessoas com bandidos e cometer assassinato, ainda que, confundindo ou não, ninguém tem direito de tirar a vida de ninguém, principalmente de forma cruel como essa”, declarou.

A parlamentar também mencionou outro episódio de espancamento registrado em Copacabana e classificou o cenário como uma “barbárie”. “Olha a barbárie que se instalou no nosso Estado, numa região visitada por turistas. Independente da região, a barbárie está instalada”, afirmou.

Ao final do debate, Tia Ju cobrou atenção do poder público e defendeu que imagens de câmeras de segurança sejam utilizadas para auxiliar na apuração de episódios violentos.

Apelo ao poder público

Carlos Macedo também lamentou a morte de Cláudio e afirmou ter acompanhado as notícias sobre diferentes episódios recentes de agressão. Para o deputado, as cenas revelam um quadro preocupante de violência.

“Sou solidário a todas as famílias, a todas essas pessoas que passam por isso e fazemos um apelo aqui à sociedade e, sobretudo, ao poder público, de modo geral, para que fiquem atentos a essa situação”, afirmou.

Macedo também criticou o funcionamento do Disque 100, afirmando ter recebido reclamações sobre o serviço. Ao concluir sua manifestação, resumiu a reação ao conjunto de casos relatados no plenário: “Fica aí a nossa indignação com tudo isso”.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo