Uma denúncia sobre a presença de restos de animais em uma praça da Tijuca, na Zona Norte do Rio, levou o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) a acionar as autoridades ambientais. Nesta terça-feira (11), o parlamentar usou as redes sociais para relatar que supostos rituais religiosos estariam envolvendo o sacrifício de animais no espaço público.
Segundo Knoploch, ele recebeu uma denúncia e foi pessoalmente à Praça Dr. Álvaro Bragança para verificar a situação. O deputado publicou imagens do local e afirmou ter encontrado restos de animais, além de relatar forte odor na área.
“O que encontrei foi uma situação revoltante: restos de animais deixados em plena praça pública, com forte odor e em condições absolutamente incompatíveis com um espaço utilizado pela população”, declarou.
O parlamentar adiantou que já encaminhou o caso à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), para que as circunstâncias sejam apuradas e seja verificado se houve a prática de algum crime.
Knoploch diz que denúncia será apurada
Na publicação, Knoploch afirmou que recebeu relatos de que animais estariam sendo levados à praça para práticas ritualísticas. “Segundo as denúncias que recebemos, animais estariam sendo levados ao local para práticas ritualísticas. Vamos apurar quem são os responsáveis e se houve crime ou maus-tratos”, afirmou.
O deputado ressaltou ainda que sua manifestação não tem como objetivo questionar crenças ou práticas religiosas. “Quero deixar uma coisa muito clara: não estou discutindo a fé de ninguém e muito menos atacando qualquer religião. A liberdade religiosa deve ser respeitada”, disse.
Em seguida, acrescentou: “Mas nenhuma crença pode servir de justificativa para eventual maus-tratos contra animais, muito menos para deixar restos, sujeira e risco sanitário em uma praça pública.”
Comlurb é acionada para limpeza
Além de encaminhar o episódio à DPMA, Knoploch informou que solicitou à Comlurb uma limpeza urgente da Praça Dr. Álvaro Bragança.
“Quem mora na Tijuca não pode ser obrigado a conviver com mau cheiro, restos de animais e uma praça nessas condições”, afirmou o parlamentar.
Ao finalizar a publicação, o deputado voltou a diferenciar a denúncia apresentada por ele da discussão sobre liberdade de culto. “Respeito à religião, sempre. Maus-tratos aos animais e desrespeito ao espaço público, não”, declarou.
A eventual ocorrência de maus-tratos, a origem dos restos encontrados e a relação do material com práticas religiosas ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes.







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