Denúncias feitas por candidatos sobre um malote de provas que teria chegado com o lacre rompido a uma das salas de aplicação do concurso público da área da saúde de Volta Redonda motivaram um pedido formal de esclarecimentos. O deputado estadual Jari Oliveira (PSB) protocolou um ofício para que os responsáveis pelo processo seletivo apurem o episódio registrado neste domingo (20).
O documento é dirigido à Fundação Educacional de Volta Redonda (FEVRE), à prefeitura e à Secretaria de Administração. O parlamentar quer saber em quais circunstâncias o problema ocorreu e quais providências foram adotadas pelos responsáveis pela aplicação das provas.
Documentos e protocolos são cobrados
Além de explicações sobre o episódio denunciado pelos candidatos, Jari solicitou acesso à ata da ocorrência e aos demais registros produzidos durante a aplicação do exame. O pedido inclui ainda informações sobre o transporte, o recebimento e a conferência dos malotes.
Um dos pontos que deverão ser esclarecidos é se a integridade do material foi preservada. O deputado também questiona se existe algum elemento que possa indicar eventual acesso ao conteúdo antes do horário previsto para o início da prova. Apesar da cobrança, Jari afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre a existência de irregularidades no concurso.
“Não estou fazendo nenhum julgamento antecipado sobre o que aconteceu. Mas uma situação como essa precisa ser esclarecida. Os candidatos se prepararam, estudaram e confiaram que a prova seria realizada dentro de todas as condições de segurança e igualdade. É preciso saber exatamente o que aconteceu e garantir transparência em todo o processo”, afirmou.
Ocorrências em outras salas
O ofício também pede que os responsáveis informem se denúncias ou ocorrências semelhantes foram registradas em outras salas ou locais de aplicação. O parlamentar quer saber ainda quais protocolos foram utilizados para substituir materiais de prova quando identificado algum problema.
As informações solicitadas deverão ajudar a esclarecer se o episódio ficou restrito a uma sala e se houve alguma consequência para a segurança do processo seletivo. Oliveira defende que, caso a apuração confirme alguma irregularidade capaz de comprometer a lisura do concurso, sejam adotadas as providências necessárias para resguardar os direitos dos candidatos.
“Concurso público é coisa séria. São pessoas que passaram meses se preparando em busca de uma oportunidade profissional. O mínimo que elas esperam é que tenham as mesmas condições e que todo o processo seja conduzido com segurança e transparência. Vou acompanhar esse caso e cobrar respostas”, concluiu.







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