Déficit público em novembro fica em R$ 6,6 bilhões, melhor resultado para o mês desde 2021

No acumulado de 2024, o gasto com juros soma R$ 854,306 bilhões, ou 7,95% do PIB

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

O setor público consolidado do Brasil apresentou um déficit primário de R$ 6,620 bilhões em novembro, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC). Esse resultado representa a diferença entre receitas e despesas, excluindo o pagamento de juros da dívida pública. No mês anterior, outubro, o país havia registrado um superávit primário de R$ 36,9 bilhões.

Apesar de negativo, o déficit de novembro de 2024 é o melhor resultado para o mês desde 2021, quando foi registrado um superávit de R$ 15,034 bilhões, conforme a série histórica do Banco Central, que começou em 2001. Em contraste, em novembro de 2023, o déficit foi de R$ 37,3 bilhões, destacando uma melhora no desempenho fiscal neste ano.

Os números do setor público consolidado incluem os resultados fiscais da União, dos estados, dos municípios e das empresas estatais, com exceção do setor financeiro e da Petrobras.

O resultado de novembro refletiu o déficit de R$ 5,681 bilhões do governo federal, somado ao rombo de R$ 1,343 bilhão de estatais. Os estados e municípios tiveram superávit de R$ 405 milhões.

Em 2024, o setor público tem déficit primário acumulado de R$ 63,298 bilhões, ou 0,59% do PIB. Já em 12 meses até novembro, o rombo é de R$ 192,871 bilhões, 1,65% do PIB.

Em relação ao pagamento de juros, o gasto foi de R$ 92,459 bilhões em novembro ante R$ 43,617 bilhões no mesmo mês de 2023. Já o resultado nominal (primário + juros) foi deficitário em R$ 99,079 bilhões no mês passado, contra rombo de R$ 80,887 bilhões em novembro de 2023.

No acumulado de 2024, o gasto com juros soma R$ 854,306 bilhões, ou 7,95% do PIB. Dessa forma, o déficit nominal chega a R$ 917,604 bilhões (8,54% do PIB). Ambos os números são piores do que em 2023, quando, de janeiro a novembro, o pagamento de juros havia sido de R$ 654,436 bilhões e o déficit nominal, de R$ 773,987 bilhões.


No último mês, a dívida bruta do governo geral – que abrange Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – terminou em 77,7% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente abaixo do resultado de outubro, de 77,8% do PIB. O endividamento bruto do país soma R$ 9,091 trilhões.

Já a dívida líquida do setor público passou de 61,5% do PIB em outubro para 61,2% do PIB em novembro, ou R$ 7,382 trilhões.

Com informações de O Globo.

Relacionadas

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo