Defesa pede soltura de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB

Advogados alegam falta de elementos para manter prisão preventiva e defendem medidas cautelares alternativas ao ex-dirigente do banco

A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva. Os advogados argumentam que não há elementos suficientes para justificar a manutenção da medida e pedem a substituição da detenção por medidas cautelares.

No pedido encaminhado à Corte, a defesa questiona a condução das investigações e afirma que Costa não foi ouvido pelas autoridades desde a primeira decisão cautelar relacionada ao caso, expedida em novembro de 2025, apesar dos requerimentos apresentados ao longo da apuração.

Os advogados também sustentam que não existem provas que indiquem a participação inicial do ex-presidente do BRB na suposta organização criminosa investigada. Segundo a defesa, ele não possui ligação com empresas offshore, fundos de investimento ou estruturas financeiras apontadas como centrais no esquema sob investigação.

Sugestão de medidas alternativas

Como alternativa à prisão preventiva, a defesa sugere medidas como retenção do passaporte, afastamento de funções e comparecimento periódico à Justiça para assegurar o andamento do processo.

Além do pedido de soltura, os advogados aguardam manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre tratativas relacionadas a um acordo de confidencialidade, considerado etapa preliminar para uma eventual colaboração premiada.

Paulo Henrique Costa foi preso durante a Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades em operações envolvendo o BRB e o Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, ele teria recebido seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em troca de favorecimentos em negócios entre as duas instituições financeiras.

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