A defesa do ex-governador do Rio Cláudio Castro negou qualquer participação dele em supostas irregularidades envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, e afirmou que um endereço alvo de buscas em Petrópolis não mantém vínculo com o político há meses. Segundo os advogados, atualmente não existe nenhum endereço relacionado ao ex-governador na região.
A manifestação ocorre após a realização de operação relacionada ao caso. A defesa informou ainda que não conhece a íntegra da denúncia nem todos os elementos utilizados para fundamentar as medidas adotadas na investigação. Por isso, os advogados aguardam acesso aos autos antes de apresentar esclarecimentos mais detalhados sobre as acusações.
Defesa diz que decisões seguiram critérios técnicos
Na nota, a defesa sustenta que os atos praticados durante o período em que Castro esteve à frente do governo estadual obedeceram aos procedimentos previstos na legislação.
“Todos os atos praticados durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação”, afirmou a defesa.
Os advogados também destacaram a relação do governo estadual com a Refinaria de Manguinhos durante a administração de Castro. Segundo a manifestação, a gestão conseguiu obter da empresa pagamentos de dívidas com o Estado do Rio que chegaram a um montante próximo de R$ 1 bilhão.
A informação é utilizada pela defesa para contestar uma eventual interpretação de que a administração estadual teria beneficiado a companhia. O posicionamento sustenta que, ao contrário, houve iniciativas para recuperar recursos que eram cobrados da refinaria pelo poder público.
Ações da Procuradoria contra a empresa
Outro ponto mencionado pela defesa é a atuação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). De acordo com os advogados de Castro, o órgão ingressou com diversas ações contra a empresa durante a gestão do ex-governador.
A defesa afirma que essas medidas demonstrariam uma atuação do Estado voltada à cobrança de valores devidos e à proteção do interesse público. Os advogados, entretanto, dizem que ainda precisam conhecer o conteúdo completo do procedimento que deu origem à operação para responder especificamente a todos os elementos apresentados pelos investigadores.
Advogados aguardam acesso aos autos
A defesa informou que pretende se manifestar novamente depois de obter acesso integral à denúncia e aos documentos que fundamentaram as medidas judiciais. Até lá, sustenta que não é possível responder de maneira detalhada aos pontos específicos da investigação.
Os advogados reiteraram que Castro não possui atualmente endereço ligado a ele em Petrópolis e que o imóvel alvo das buscas deixou de ter qualquer relação com o ex-governador há meses.
Bernardo Rossi também se manifesta
O ex-secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi também negou qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit. Em nota enviada pela assessoria, afirmou que sua atuação à frente da pasta ocorreu “dentro da legalidade”, seguindo orientações técnicas e jurídicas dos servidores da secretaria e dos órgãos vinculados. Rossi disse confiar na Justiça e aguardar acesso integral aos elementos da investigação para prestar os esclarecimentos necessários. O ex-secretário reiterou que suas decisões administrativas foram pautadas por critérios técnicos e legais e repudiou tentativas de associar seu nome a irregularidades, classificando como “especialmente grave” o uso de acusações dessa natureza durante o período eleitoral.







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