O agora piloto e designer de motos, Daniel Cravinhos, que prefere ser chamado de Daniel Bento, falou sobre a ex-namorada Suzane von Richthofen duas décadas depois do assassinato dos sogros Manfred e Marísia.
Aos 42 anos, cinco após deixar o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, ele tenta seguir a vida com o auxílio da motovelocidade. Cravinhos é um dos responsáveis pela morte do casal, a mando de Richthofen, e foi condenado a 39 anos de prisão.
Desde 2018 longe da cadeia, após receber o benefício da Justiça de cumprir a pena em liberdade, ele afirma que a pintura de motos e o aeromodelismo têm o ajudado no processo de ressocialização. Em entrevista ao jornalista Ullisses Campell, nesta segunda-feira, ele narrou como reagiria se tivesse a oportunidade de reencontrar Richthofen hoje em dia.
— Acho que não tenho mais nada pra falar com ela. Minha história com a Suzane acabou no dia 31 de outubro de 2002 (data do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen). Agora, ela é vítima de si mesma — declarou.
— Antes, tinha muita mágoa, raiva e tudo mais. No entanto, percebi que minha vida não andava para frente enquanto alimentava esses sentimentos negativos no coração. Sendo assim, se a encontrasse na rua, falaria “boa sorte na sua caminhada”. E mudaria de calçada — revelou o paulista.
Cravinhos também contou como lida com o peso do assassinato do casal e o que faria de diferente se pudesse voltar no tempo. Segundo ele, a ideia de matar os pais da ex foi da própria Suzana, mas destacou não se eximir da responsabilidade. — Uma pena foi a gente envolver o Cristian, que tentou “melar” o plano várias vezes — acrescentou.
— Hoje, o casal Richthofen aparece no meu sonho sempre fazendo coisas boas para mim. Outro dia sonhei com o Manfred e a Marísia me perdoando e apoiando o meu recomeço — relatou.
As informações são do Globo online.





