Em mais uma greve da categoria, rodoviários das empresas Palmares e Pégasos interromperam nesta terça-feira (23) a circulação de ônibus na Zona Oeste do Rio. As linhas operam nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz, Sepetiba, Paciência, Cosmos e Inhoaíba.
A Rio Ônibus disse que a paralisação ocorreu devido ao atraso no pagamento da cesta básica dos funcionários, e cita o descumprimento da Prefeitura do Rio a um acordo judicial como uma das medidas para reduzir o pagamento do subsídio a essas empresas.
O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) confirmou a paralisação e disse ter solicitado reforço na operação do BRT para reduzir os impactos no trânsito.
Em nota, a Secretaria Municipal de Transporte (SMTR) informou que os repasses dos subsídios aos consórcios estão em dia. A pasta acrescentou que o consórcio Santa Cruz, responsável pela operação das empresas Pégasos e Palmares, foi o único a receber um complemento previsto em acordo judicial.
Além disso, afirmou que, ao tentarem atribuir o descumprimento de suas obrigações trabalhistas ao subsídio pago pela Prefeitura, os consórcios buscam ”se isentar de suas responsabilidades, levando prejuízos aos funcionários e a população que usa o transporte público”.
“Infelizmente essa situação já vinha sendo esperada pelo sindicato, já que as empresas não estão cumprindo o acordo assinado no dissídio da categoria, e infelizmente quem acaba pagando a conta são os usuários”, afirmou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José. De acordo com o sindicalista, ambas as empresas somam 600 funcionários, entre motoristas, fiscais, mecânicos e trabalhadores do setor administrativo.
Categoria em crise
A nova paralisação agrava a crise com a categoria. No dia 19 deste mês, mais de 25 linhas que circulam em direção à região central e à Zona Sul do Rio de Janeiro foram afetadas pela paralisação da Transportes Vila Isabel.
“São duas empresas que estão em recuperação judicial, com atraso no pagamento (…). E essa, infelizmente, não será a única [paralisação], porque a crise do setor só piora a cada dia que passa”, disse Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários.
Logo em seguida, o prefeito Eduardo Paes (PSD) gravou um vídeo com ataques às empresas. “Isso é picaretagem das empresas de ônibus.
Na ocasião, ele citou ainda a intensificação da fiscalização. Nesta segunda-feira (22), a Prefeitura do Rio divulgou no Diário Oficial fazendo exigências por um “espaço apropriado” na garagem das empresas responsáveis pelo transporte público na capital fluminense para vistorias.





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