Criador do Pato da Fiesp, contra Dilma, marqueteiro aposta na força de Lula para impulsionar a candidatura de Freixo

Responsável pela campanha do “Pato da Fiesp” a favor do golpe contra Dilma Roussef, o publicitário Renato Pereira está de volta à lide das campanhas eleitorais, após dificuldades e contratempos em decorrência da denúncia de caixa dois em sua empresa, a extinta Prole. Agora, do outro lado do espectro político ele  tenta ajudar a eleger…

Responsável pela campanha do “Pato da Fiesp” a favor do golpe contra Dilma Roussef, o publicitário Renato Pereira está de volta à lide das campanhas eleitorais, após dificuldades e contratempos em decorrência da denúncia de caixa dois em sua empresa, a extinta Prole. Agora, do outro lado do espectro político ele  tenta ajudar a eleger Marcelo Freixo (PSB) ao Governo do Rio. E confia exatamente na força da esquerda, no caso do ex-presidente Lula, na polarização com Jair Bolsonaro para impulsionar o deputado pessebista.

Leia trechos da entrevista concedida a Camila Zarur, Bernardo Mello e Thiago Prado, de O GLOBO

O senhor está à frente da pré-campanha do Marcelo Freixo ao governo do Rio. Ele tem buscado ampliar o eleitorado, mas será confrontado com temas identificados com a esquerda, como a descriminalização da maconha, legalização do aborto… Como equilibrar tudo isso?

Acho que o movimento que fez agora de mudança de partido tem um pouco a ver com isso, de ampliar essa capacidade de articulação. E não creio que esses sejam os temas fundamentais na eleição do Rio de Janeiro. Temos questões muito mais importantes do que essa, então acho que a diferença entre um líder parlamentar importante, representante de causas e bandeiras, e um candidato a cargo majoritário de um estado como o Rio, passa exatamente por uma transição de agenda. E essa agenda nova acho que é o ponto fundamental da candidatura dele. O grande caminho da campanha é trazê-lo para o centro popular. Falar a língua que todo mundo fala, o que ele é capaz de fazer.

Uma agenda importante no Rio é segurança pública, e muitos adversários do Freixo gostam de dizer que ele defende bandido. Como responder?

A vacina para isso é a verdade. Os direitos humanos de modo algum têm a ver com defender bandido, mas sim com a defesa de quem é abusado pela violência. A ordem que ele defende — não tenho a menor dúvida de que defende a ordem — é a ordem da lei. E não a ordem do crime.

Teme que o PT abandone a candidatura do Freixo?

De jeito nenhum. A polarização nacional não se reflete em praticamente nenhuma eleição estadual no Brasil em 2022, com a exceção do Rio, porque aqui, dos estados do Sudeste, é onde Bolsonaro tem sua maior aprovação. E é onde o Lula está praticamente empatado com o Bolsonaro nas intenções de voto. Nas pesquisas, quem aprova Bolsonaro, aprova Cláudio Castro e quem tem uma imagem positiva de Lula, ou diz que vai votar em Lula, desaprova Cláudio Castro e tende a votar em Freixo. A polarização está dada no Rio.

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