CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli

Comissão atende pedido de Alessandro Vieira e amplia investigação sobre operações associadas ao Banco Master

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Toffoli é sócio da empresa, que recebeu pagamentos de fundo ligado ao Banco Master pela venda do resort Tayayá.

O requerimento aprovado é de autoria do senador Alessandro Vieira e solicita ao Coaf o envio do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) da empresa, além da transferência de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático. A decisão abrange o período entre janeiro de 2022 e 8 de fevereiro de 2026.

Alcance da quebra de sigilo

O pedido inclui acesso a informações detalhadas sobre movimentações financeiras, como contas de depósito, poupança, investimentos e outros bens mantidos em instituições financeiras. Também determina a remessa de dados fiscais, incluindo declarações de imposto de renda, cadastros de pessoa física e jurídica, registros de ações fiscais e processos eventualmente instaurados.

Além disso, a CPI quer obter registros de ligações telefônicas originadas e recebidas, bem como a duração das chamadas, ampliando o escopo de análise sobre as atividades da companhia.

Justificativa da investigação

Na justificativa do requerimento, Vieira afirma que a medida é urgente para esclarecer suspeitas de uma rede de influência e possível lavagem de dinheiro envolvendo operações associadas ao Banco Master e suas conexões com agentes públicos de alto escalão.

Segundo o senador, a Maridt Participações estaria no centro dessas transações. Ele sustenta que a análise das atividades da empresa indicaria inconsistências que levantam dúvidas sobre sua função econômica real, sugerindo a possibilidade de uso como estrutura para ocultação de beneficiários de movimentações financeiras expressivas.

O parlamentar também destacou que a empresa tem em seu quadro societário irmãos do ministro do STF, o que, na avaliação dele, reforça a necessidade de aprofundamento das investigações pela CPI.

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