Vídeo: Nova diligência da CPI das Câmeras flagra suposto galpão de desmanche na Baixada

Deputados e DRFA fazem operação em Nova Iguaçu; comissão retoma oitivas na segunda e avalia novas convocações

Uma fiscalização realizada por deputados da CPI das Câmeras da Assembleia Legislativa do Rio, com apoio de policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), nesta sexta-feira (14), levou à descoberta de um galpão suspeito de funcionar como ponto de desmanche e receptação de peças em Nova Iguaçu.

No local, foram encontradas latarias, peças de motor, pneus, volantes e outros componentes automotivos. Um suspeito que estava com a chave do galpão foi encaminhado à DRFA da região. Segundo os parlamentares, também não foram encontrados o alvará de funcionamento e nem notas fiscais das peças.

O depósito havia sido identificado no dia anterior, quando o presidente da CPI, Alexandre Knoploch (PL), e o vice, Marcelo Dino (União Brasil), faziam uma vistoria em lojas e estabelecimentos comerciais da cidade. No retorno ao galpão, os parlamentares acionaram a polícia.

Centenas de peças de automóveis foram encontradas no galpão.

Oitiva marcada para segunda-feira

A ação ocorreu dias antes da retomada das oitivas formais da CPI, marcada para a próxima segunda-feira (17). Para este encontro, foram convidados representantes da Secretaria de Fazenda do Rio, da Receita Federal e da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

O objetivo é aprofundar a investigação sobre o envolvimento de associações de proteção veicular e de facções criminosas em esquemas de intermediação para devolução de veículos roubados mediante pagamento.

Esta foi a segunda diligência externa realizada pela CPI desde sua instalação em junho. A primeira ocorreu em setembro, quando os deputados foram ao Complexo Penitenciário de Gericinó para ouvir detentos apontados como envolvidos em esquemas de roubo e clonagem de veículos no estado.

O deputado Alexandre Knoploch durante a vistoria em Nova Iguaçu.

Prazo prorrogado e nova fase da investigação

O plenário da Alerj prorrogou o prazo de funcionamento da CPI por mais 60 dias em 21 de outubro. Uma semana depois, o colegiado informou à Presidência da Casa a suspensão temporária das atividades entre 27 de outubro e 10 de novembro. Segundo os deputados, a interrupção foi necessária para organizar documentos e dados recebidos, antes da elaboração do relatório final.

O presidente da comissão, Alexandre Knoploch, já sinalizou que pretende ampliar o número de depoentes. Entre as futuras convocações está o major da Polícia Militar Ulisses Estevam, acusado de acionar traficantes para recuperar um carro roubado. O caso, segundo a CPI, pode ajudar a esclarecer a participação de agentes públicos em práticas irregulares relacionadas ao mercado ilegal de veículos.

Com a retomada das oitivas e o avanço das diligências externas, a CPI busca consolidar os elementos que embasarão o relatório final, responsável por apontar responsabilidades e sugerir medidas legislativas e institucionais para enfrentar os esquemas de roubo, clonagem e recuperação ilegal de veículos no estado. Assista:

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