O presidente da CPI das Câmeras da Alerj, deputado Alexandre Knoploch (PL), anunciou nesta segunda-feira (17) que os trabalhos da comissão serão concluídos ainda em 2025.
Ao encerrar a sessão, ele lamentou a postura de algumas empresas investigadas que optaram por não comparecer às oitivas, alegando receio de passar por um suposto “linchamento moral”.
Segundo o parlamentar, essa estratégia acabará prejudicando a própria defesa, já que o relatório final irá registrar todos os convidados ou convocados que se recusaram a participar, mesmo com os sigilos fiscais já quebrados.
Knoploch afirmou que o avanço das apurações conta com apoio e acompanhamento permanente de diversos órgãos de controle, entre eles o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, a Receita Federal e a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA).
Ele ressaltou que a comissão já reúne um grande volume de informações e que a etapa atual será voltada principalmente para ouvir os envolvidos antes da elaboração do parecer final. Em suas palavras, “já temos muitas informações e vamos mais ouvir as pessoas antes da conclusão”.
Convocações na pauta
Entre os nomes que devem ser chamados nas próximas sessões está Alexandre Detone, dono da ADM Tracker e da MS Consultoria. A decisão será tomada ainda esta semana e foi motivada pelo depoimento de Alex Cordeiro, proprietário da Genesis, que é uma associação de proteção veicular.
Ele informou que atua há 12 anos no setor e apresentou um relatório informando aproximadamente R$ 30 milhões em arrecadação entre janeiro e outubro.
Ao examinar a estrutura da companhia, o colegiado identificou a participação da Adm Tracker, responsável por cerca de 15% do faturamento da Gênesis, o equivalente a R$ 500 mil mensais.
O executivo informou ser sócio de Detone em duas empresas e até numa sorveteria. Cordeiro, que não deixou dúvidas sobre sua atuação durante o depoimento, revelou que tanto a ADM e quanto a MS prestam serviços à sua associação. Diante dessas ligações societárias, a CPI deliberou a convocação de Detone para prestar esclarecimentos.
A CPI pretende esclarecer se há eventuais conflitos de interesse ou movimentações financeiras conectadas às investigações que envolvem associações de proteção veicular e empresas prestadoras de serviço.
Knoploch reiterou que a fase final será dedicada a esclarecer essas conexões e a consolidar as provas já obtidas, antes de apresentar o relatório que encerrará as investigações.
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