CPI da Covid pede quebra de sigilo do líder do governo, Ricardo Barros, e do advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef

A CPI da Covid aprovou ontem um novo pedido de quebra de sigilo fiscal do deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara. O colegiado vai requerer os dados à Receita Federal, assim como informações sobre investigações que envolvam Barros no STF e no TCU. Anteriormente, a comissão havia aprovado o acesso…

A CPI da Covid aprovou ontem um novo pedido de quebra de sigilo fiscal do deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara. O colegiado vai requerer os dados à Receita Federal, assim como informações sobre investigações que envolvam Barros no STF e no TCU. Anteriormente, a comissão havia aprovado o acesso a informações bancárias do parlamentar. Na sessão de ontem, os senadores também deram aval a um requerimento que quebra o sigilo fiscal do advogado Frederick Wassef, que defende o presidente e sua família.

A CPI também aprovou uma série de pedidos para solicitar informações sobre hospitais do Rio de Janeiro. Ao depor, o exgovernador Wilson Witzel (PSC) indicou um esquema de corrupção na gestão do sistema.

As informações sobre Wassef deverão ser fornecidas pela Receita Federal, com dados de empresas em que o advogado possa ter participação, como de faturamento desses negócios. No total, a CPI aprovou 186 requerimentos na reunião de ontem.

Algumas quebras de sigilo foram aprovadas para acessar informações sobre empresas que negociaram com o Ministério da Saúde. Um dos principais focos está na Precisa Medicamentos, que intermediou a compra da Covaxin, e em empresas que negociaram vacinas e medicamentos para a pasta.

Em depoimento ontem à CPI, o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiniano, ficou em silêncio durante a maior parte do tempo quando questionado sobre as suspeitas envolvendo a aquisição da Covaxin. O contrato é investigado pela comissão, que aponta para um esquema de corrupção no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Maximiano levou à Índia uma comitiva de empresários com os quais suas firmas fizeram transações milionárias, consideradas suspeitas. A CPI apura se algumas dessas movimentações financeiras serviram para lavagem de dinheiro.

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