O cortejo em homenagem ao policial civil Felipe Marques Monteiro, morto após ser baleado durante uma operação na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, reuniu colegas de corporação, familiares e amigos na tarde desta terça-feira (19).
A homenagem teve início por volta das 12h50, na Lagoa, Zona Sul da cidade, local onde o piloto atuava anteriormente. O comboio percorre diversos bairros da região até chegar ao Crematório da Penitência, na Zona Norte, onde ocorreu o velório marcado para as 15h, seguido de missa de corpo presente.
Felipe estava internado desde março de 2025, quando foi atingido por um disparo de fuzil durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais na Vila Aliança, em Bangu. O helicóptero do Serviço Aeropolicial da Core foi alvo de tiros efetuados por criminosos armados, e o policial acabou baleado na região da testa.
Complicações médicas
Nos últimos meses, o agente enfrentou uma série de complicações médicas. Segundo familiares, ele passou por diversas neurocirurgias, procedimentos para retirada de hematomas e inserção de drenos, além de tratar uma infecção generalizada após cirurgia de prótese craniana realizada em abril.
Nas redes sociais, a esposa do policial, Keidna Marques, publicou mensagens de despedida e homenagens ao marido. Em um dos textos, ela afirmou que Felipe “lutou como sempre viveu, com coragem, dignidade e fé”.
A viúva também destacou a dedicação do policial à profissão e lamentou a morte do marido após meses de luta pela recuperação.
Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do piloto e destacou sua coragem durante a trajetória na corporação. O comunicado ressaltou ainda a mobilização de colegas, amigos e familiares durante o período de internação.
Um dos suspeitos de participação no ataque ao helicóptero foi preso em maio. Outros envolvidos seguem sendo procurados pelas forças de segurança.






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