Corpo de Genivaldo de Jesus Santos, morto em “câmara de gás” de viatura da PRF, é enterrado sob forte emoção; MPF exige respostas

O corpo de Genivaldo de Jesus Santos, morto por asfixia numa viatura da PRF em que o homem se encontrava detido, foi enterrado sob forte emoção de amigos e familiares, nesta quinta-feira, 26, no cemitério do município de Umbaúba (SE). O corpo da vítima foi recebido com aplausos e pedidos de justiça contra os agentes…

O corpo de Genivaldo de Jesus Santos, morto por asfixia numa viatura da PRF em que o homem se encontrava detido, foi enterrado sob forte emoção de amigos e familiares, nesta quinta-feira, 26, no cemitério do município de Umbaúba (SE). O corpo da vítima foi recebido com aplausos e pedidos de justiça contra os agentes que participaram da abordagem violenta. 

Antes do funeral, os moradores do município realizaram um protesto para cobrar justiça e fecharam uma das faixas de rolamento da BR-101 com pneus em chamas. Genivaldo sofria de esquizofrenia e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ele morreu por asfixia e insuficiência respiratória. 

A vítima não resistiu após ser presa e colocada pelos policiais no porta-malas do veículo, que se transformou em uma espécie de “câmara de gás” improvisada após os policiais jogarem gás de pimenta em seu interior.

Em nota, a PRF informou que abriu um procedimento disciplinar para averiguar a conduta dos policiais envolvidos. A Polícia Federal também abriu um inquérito para apurar o caso. 

O Ministério Público Federal (MPF) em Sergipe deu nesta quinta-feira (26) um prazo de 48 horas para que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) envie informações sobre o procedimento administrativo instaurado para fins de apuração da abordagem policial, após a morte de Genivaldo. O MPF também pediu informações à Delegacia de Polícia Civil da cidade.

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