O corpo da adolescente de 14 anos, que estava desaparecida após se afogar na Praia do Leme, na Zona Sul do Rio, foi encontrado nesta quinta-feira (10) na Praia de Piratininga, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. O namorado dela, de 15 anos, segue desaparecido.
O Corpo de Bombeiros informou que banhistas localizaram o cadáver, que foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio, onde familiares confirmaram a identidade da vítima.
As buscas seguem nesta sexta-feira (11) pelo namorado. Os trabalhos contam com mergulhadores, drones, helicópteros, motos-aquáticas, botes infláveis e uma lancha da corporação.
Segundo os militares, cinco pessoas mergulharam nas proximidades do costão no domingo passado (7). Três vítimas, sendo dois homens e uma mulher, foram resgatadas pelos guarda-vidas e encaminhadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Os adolescentes, no entanto, não haviam sido encontrados.
O casal estava junto há pouco mais de um ano. O menino morava com a mãe no Santo Cristo, na região central do Rio, enquanto a adolescente vivia com os pais na mesma localidade.
Casos de afogamento disparam
Dados do Corpo de Bombeiros apontaram que, apenas entre os dias 1º e 2 de janeiro deste ano, foram realizados 1.285 salvamentos no mar, um aumento de 426% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Zona Sul concentrou a maior parte desses resgates, com destaque para a Praia de Copacabana, onde quase mil banhistas foram retirados da água nos primeiros cinco dias do ano — número sete vezes maior que o registrado em 2024.
As altas temperaturas atraem mais banhistas para as praias, enquanto as características naturais do litoral carioca — como as correntes de retorno, conhecidas como “valas” — tornam o mar especialmente perigoso. Estima-se que mais de 80% dos casos de afogamento no estado ocorram devido a essas correntes, muitas vezes invisíveis a olho nu.
Outro agravante é o comportamento dos banhistas: muitos ignoram as sinalizações, entram no mar após consumo de álcool ou se arriscam em horários inadequados, como à noite, quando a visibilidade é limitada. Somente nos dois primeiros meses de 2025, 13 mortes foram registradas em decorrência de mergulhos noturnos.
Perfil jovem ‘lidera’ casos de afogamento
O perfil das vítimas também chama atenção: predominam jovens adultos do sexo masculino, embora casos com crianças e idosos também estejam em crescimento. Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de 8.800 resgates foram realizados em todo o estado até setembro, representando um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2024.
Em resposta ao cenário, o governo do Estado intensificou a chamada “Operação Verão”, com o reforço de efetivo de guarda-vidas, uso de motos aquáticas, drones de monitoramento e posicionamento estratégico em praias de maior risco, como o Leme, Copacabana e Barra da Tijuca.
Além disso, campanhas de conscientização têm sido veiculadas para alertar a população sobre cuidados básicos, como não entrar no mar após refeições pesadas ou ingestão de bebidas alcoólicas, manter crianças sob vigilância constante e respeitar as bandeiras de sinalização.







Deixe um comentário