Conheça a cidade do Rio com um dos maiores índices de saneamento do país

Outros quatro municípios do estado estão entre os piores índices, segundo o ranking do Saneamento 2025, do Instituto Trata Brasil

Niterói, na Região Metropolitana, foi destacada entre os três municípios com melhor índice de saneamento básico do Brasil, atrás apenas de Campinas e Limeira, em São Paulo. A informação faz parte do Ranking do Saneamento 2025, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto Trata Brasil. Enquanto isso, outras quatro cidades do estado figuram entre os piores índices de tratamento de esgoto.

O estudo usou dados de 2023 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), e avaliou os 100 municípios mais populosos do país. Entre os nove municípios fluminenses analisados, o contraste é evidente: enquanto Niterói ocupa o 3º lugar geral, outras quatro cidades do estado estão entre as 20 piores em tratamento de esgoto. Veja abaixo:

Niterói no topo com saneamento universalizado

  • Município ocupou o 3º lugar no ranking nacional
  • Cidade utiliza de sistema pleno para o tratamento de esgoto
  • A cidade faz parte de um grupo de 11 municípios com universalização no atendimento de água, com 100% de cobertura dos serviços hídricos
  • Apontada como referência na Região Metropolitana, subiu 4 posições em relação ao ranking anterior

Já as 4 cidades do Rio entre as piores em tratamento de esgoto, estão:

São João de Meriti, na Baixada Fluminense

  • Não possui nenhum sistema de tratamento de esgoto

Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

  • Apenas 6,17% do esgoto gerado é tratado

Belford Roxo, na Baixada Fluminense

  • Trata 9,94% do esgoto produzido

São Gonçalo, na Região Metropolitana

  • Coleta apenas 11,07% do esgoto total
  • Apenas 22,02% do esgoto é tratado

Além dessas, uma cidade apresentou uma melhora significativa no ranking em um ano. O municípios de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, subiu 22 posições, passando de 47ª para a 25ª colocação. Com isso, a cidade apresentou o maior avanço entre os municípios do estado com melhorias recentes na infraestrutura do saneamento. 

Contexto nacional

O levantamento também revelou que 16,9% dos brasileiros ainda não têm acesso à água potável, enquanto 44,8% não contam com coleta de esgoto. Ainda segundo o Instituto Trata Brasil, a precariedade no saneamento tem impactos diretos sobre a saúde pública, o desempenho no trabalho e o desenvolvimento social e econômico das cidades.

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