O projeto do Costa Niemeyer, previsto para a Avenida Niemeyer, na Zona Sul do Rio, ainda aguarda autorização para início das obras, mas já provoca discussões entre moradores e especialistas. O empreendimento será construído próximo ao Hotel Sheraton Rio e contará com 131 estúdios voltados principalmente para locação por temporada.
Com unidades entre 32 m² e 63 m² e vista para o mar, o projeto será dividido em três edifícios de três andares — batizados de Arpoador, Ipanema e Leblon. A proposta tem atraído investidores e, segundo as construtoras responsáveis, parte das unidades já foi comercializada antes mesmo do lançamento oficial.
O terreno, atualmente ocupado por um hotel para pets, possui cerca de três mil metros quadrados. A previsão é de que as obras durem aproximadamente 30 meses, com valor médio de R$ 760 mil por unidade.
Moradores do Leblon temem impacto no trânsito
Entre os moradores do Leblon, a principal preocupação é o aumento do fluxo de veículos em uma via já conhecida por congestionamentos. Comentários em redes sociais refletem o receio de que a mobilidade na região se torne ainda mais crítica.
A presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenzweig, demonstra cautela em relação ao projeto. Segundo ela, o adensamento populacional na Avenida Niemeyer pode agravar problemas de circulação já existentes.
Ela também destaca que, embora o foco seja locação por temporada, há possibilidade de uso residencial permanente, o que pode intensificar o fluxo diário de moradores e visitantes, inclusive vindos de outras cidades.
São Conrado vê potencial de contenção da expansão irregular
Por outro lado, representantes do São Conrado avaliam o empreendimento de forma mais positiva. Para a Associação de Moradores e Amigos de São Conrado (Amasco), o projeto pode contribuir para conter a expansão desordenada em áreas próximas.
Segundo o presidente da entidade, Tulio Simões, empreendimentos planejados e legalizados podem funcionar como barreiras à ocupação irregular, especialmente em regiões sensíveis como o entorno do Vidigal e da Rocinha.
Ele reconhece que o impacto no trânsito é um ponto de atenção, mas defende que o crescimento urbano pode ser positivo quando ocorre de forma organizada e dentro das normas legais.
Licenciamento e exigências técnicas ainda em andamento
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento informou que o projeto possui licença de construção válida. No entanto, o início das obras depende do cumprimento de exigências adicionais, incluindo a apresentação de estudo de impacto viário.
As construtoras responsáveis, Montserrat e Calçada, afirmam que o empreendimento segue todas as diretrizes legais e que estudos técnicos já foram realizados, incluindo análises sobre o trânsito na região.
Elas garantem que todas as medidas exigidas pelos órgãos públicos serão implementadas antes do início das obras.
Estrutura de lazer e serviços mira público de alto padrão
O Costa Niemeyer aposta em um conceito de moradia voltado ao turismo e ao investimento imobiliário. O projeto inclui mais de 800 metros quadrados de área de lazer, com piscina de borda infinita, academia, sauna e bar, além de vista para as Ilhas Cagarras.
Algumas unidades terão piscina privativa e deck exclusivo. O condomínio também contará com bicicletário, pontos para recarga de carros elétricos e 40 vagas de garagem.
Outro diferencial será o serviço de transporte para hóspedes, com trajeto incluindo pontos estratégicos como a Praia do Leblon, o Shopping Leblon e a estação de metrô Jardim de Alah.
O acesso ao empreendimento será feito diretamente pela Avenida Niemeyer, com estrutura para embarque e desembarque de passageiros, além de sistemas de segurança com monitoramento 24 horas e controle eletrônico de acesso.






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