O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (23) que poderá decidir até domingo (24) se retomará a guerra contra o Irã. A declaração foi divulgada pelo site Axios em meio às negociações que tentam transformar o atual cessar-fogo em um acordo definitivo entre os dois países.
Segundo a publicação, Trump disse que ainda analisará a versão mais recente da proposta apresentada por Teerã antes de tomar uma decisão ao lado de seus assessores.
“Ou chegamos a um bom acordo ou vou explodi-los em mil infernos”, afirmou o presidente americano, de acordo com o Axios.
A nova ameaça ocorre em um momento de intensificação das negociações diplomáticas e aumento da pressão internacional para evitar uma retomada dos confrontos na região.
Negociações em andamento
Mais cedo, o Exército do Paquistão informou que as conversas realizadas nas últimas 24 horas registraram avanços considerados “encorajadores” rumo a um entendimento final.
Segundo comunicado oficial, o chefe do Exército paquistanês, Syed Asim Munir, participou de reuniões em Teerã com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, além de outras autoridades do governo iraniano.
O comunicado classificou os encontros como “altamente produtivos”. Neste sábado, Munir também se reuniu com Mohammad Bagher Qalibaf, que atua como um dos principais negociadores do Irã nas tratativas diplomáticas.
Papel do Paquistão
O Paquistão se tornou o principal intermediador das negociações entre Irã e Estados Unidos desde o agravamento da guerra no Oriente Médio.
O país mantém relações próximas com Teerã, mas também é considerado aliado estratégico de Washington na região, o que ampliou sua capacidade de atuar como ponte diplomática entre os dois governos.
Desde o início do conflito, autoridades paquistanesas vêm transmitindo mensagens, propostas e condições entre os dois lados. Nos últimos dias, Islamabad sediou reuniões reservadas e participou da articulação de novas rodadas de negociação com apoio do Catar.
Acordo rejeitado
Em 18 de maio, os Estados Unidos já haviam rejeitado uma proposta iraniana apresentada por meio da mediação do Paquistão. Segundo o Axios, o governo Trump considerou os termos insuficientes para encerrar o conflito.
Na mesma semana, o presidente americano voltou a ameaçar retomar ataques caso as negociações fracassem ou o Irã mantenha controle sobre o Estreito de Ormuz.
A região é considerada estratégica para o mercado internacional porque concentra aproximadamente 20% do fluxo mundial de petróleo transportado por via marítima.
Pressão internacional
O avanço das negociações ocorre em meio ao temor internacional de uma escalada militar mais ampla no Oriente Médio.
Diplomatas e governos da região acompanham as conversas com preocupação diante do impacto potencial do conflito sobre os mercados globais de energia e sobre a estabilidade política regional.
Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente as novas declarações feitas por Donald Trump sobre uma possível retomada da guerra.





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