A atriz francesa Brigitte Bardot, que teve a morte confirmada neste domingo (28), projetou Búzios (RJ) para o mundo como um “paraíso secreto” e destino turístico ao se refugiar em uma vila de pescadores em 1964 em duas visitas.
Ícone de beleza e uma das lendas do cinema mundial, ela esteve no Brasil para visitar o namorado Bob Zagury, um brasileiro-marroquino que era jogador de basquete do Flamengo. A sua presença em Búzios ganhou destaque na imprensa internacional, com a divulgação de fotos e histórias envolvendo Brigitte Bardot e Búzios.
A primeira visita ocorreu em janeiro de 1964. Na época, Brigitte Bardot permaneceu na região por cerca de quatro meses, quando Búzios ainda era um distrito de Cabo Frio. A intenção da atriz na ocasião era buscar tranquilidade em um local isolado, sem estrutura turística e com poucos estabelecimentos comerciais.
A segunda visita ocorreu em dezembro daquele ano, quando a cidade já tinha maior visibilidade em decorrência da visita anterior da atriz francesa ao “paraíso secreto” no Brasil, que acabou impulsionando a criação das primeiras pousadas turísticas em Búzios e de uma economia que começava a ser impulsionada pelo turismo.
Na ocasião, ela ainda gravou sua versão da faixa ‘Maria Ninguém’ com o astro da bossa nova Carlos Lyra, em uma união do charme francês com a sofisticação da MPB brasileira.
O calçadão à beira-mar que liga a Praia da Armação à Rua das Pedras foi batizado em sua honra como Orla Bardot, em 1999. Uma escultura da atriz, criada pela artista Christina Motta, é um dos pontos turísticos mais fotografados da cidade e simboliza a conexão eterna entre Bardot e o balneário.
Segundo a secretaria de Turismo de Búzios, a ligação entre Brigitte Bardot e a cidade segue sendo um dos símbolos que atraem visitantes ao município, mesmo seis décadas depois.
Quem foi Brigitte Bardot
De família rica, a francesa cresceu em um apartamento de sete quartos no nobre 16.º arrondissement, às margens do Rio Sena. Ela foi descoberta aos 15 anos pela diretora das revistas Elle e Le Jardin des Modes.
Depois de estampar uma capa, logo foi convidada para trabalhar como atriz. Bardot despontou ao aparecer no Festival de Cannes de 1953 para promover o filme hollywoodiano gravado em Paris “Mais Forte que a Morte”, onde atuou ao lado de Kirk Douglas.
Em 1956, Bardot protagonizou uma série de filmes escritos ou dirigidos pelo então marido Roger Vadim. Mas só atingiu o estrelado após o filme “E Deus Criou a Mulher”.
A sensualidade da francesa transformou Bardot em símbolo sexual. Bardot estrelou filmes dirigidos ao mercado internacional, como “O Desprezo” (1963), de Godard, “Histórias Extraordinárias” (1968), com Jane Fonda e Alain Delon, e “Shalako” (1968) com Sean Connery.
Ainda na década de 1960, Bardot lutou contra a depressão e o alcoolismo. Em sua controversa autobiografia “Iniciais BB”, lançada em 1996, ela descreve uma tentativa de aborto e diz que via o filho, ainda na barriga, como um “tumor cancerígeno”.
Em coletivas de imprensa sobre o livro, Bardot também afirmou que preferia ter parido um cachorrinho em vez de uma criança. Jacques Charrier, o ex-marido, e seu filho Nicolas processaram a atriz pelos comentários. Bardot teve uma relação distante com seu único filho. Segundo a imprensa internacional, eles só se reaproximaram depois que Brigitte se tornou bisavó.






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