Morre Brigitte Bardot, lenda do cinema francês e ícone de beleza

Atriz, que tinha 91 anos, enfrentava graves problemas de saúde. Ela ficou eternizada em Búzios por uma escultura em bronze que se tornou ponto turístico da cidade

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

A atriz francesa Brigitte Bardot, lenda do cinema francês e ícone de beleza, teve a morte anunciada neste domingo (28), aos 91 anos.

Ela estava internada há mais de dois meses em um hospital em Toulon, no sul da França, após ser diagnosticada com uma doença considerada grave.

A morte foi anunciada pela Fundação Brigitte Bardot, que a classificou como uma “atriz e cantora de renome mundial, que optou por abandonar sua prestigiada carreira para dedicar sua vida e energia ao bem-estar animal e a sua fundação”.

Brigitte Bardot nutria uma relação com Búzios (RJ) de influência histórica e cultural após ajudar a transformar o vilarejo de pescadores em um destino turístico de luxo internacional. 

Em 1964, a atriz francesa visitou Búzios pela primeira vez acompanhada de seu namorado, o jogador de basquete brasileiro-marroquino Bob Zagury. Buscando refúgio da imprensa, ela passou mais de três meses na região, encantando-se com a simplicidade local. Essa estadia revelou o “paraíso secreto” para o mundo, atraindo a atenção da mídia global e de outras personalidades internacionais.

Na ocasião, Bardot gravou sua versão da faixa “Maria Ninguém” com o astro da bossa nova Carlos Lyra. Na época, fugindo da perseguição da imprensa, o casal se refugiou em uma simples vila de pescadores.

O calçadão à beira-mar que liga a Praia da Armação à Rua das Pedras foi batizado em sua honra como Orla Bardot. Uma escultura da atriz, criada pela artista Christina Motta, é um dos pontos turísticos mais fotografados da cidade e simboliza a conexão eterna entre Bardot e o balneário.

Quem foi Brigitte Bardot

De família rica, a francesa cresceu em um apartamento de sete quartos no nobre 16.º arrondissement, às margens do Rio Sena. Ela foi descoberta aos 15 anos pela diretora das revistas Elle e Le Jardin des Modes.

Depois de estampar uma capa, logo foi convidada para trabalhar como atriz. Bardot despontou ao aparecer no Festival de Cannes de 1953 para promover o filme hollywoodiano gravado em Paris “Mais Forte que a Morte”, onde atuou ao lado de Kirk Douglas.

Em 1956, Bardot protagonizou uma série de filmes escritos ou dirigidos pelo então marido Roger Vadim. Mas só atingiu o estrelado após o filme “E Deus Criou a Mulher”.

A sensualidade da francesa transformou Bardot em símbolo sexual. Bardot estrelou filmes dirigidos ao mercado internacional, como “O Desprezo” (1963), de Godard, “Histórias Extraordinárias” (1968), com Jane Fonda e Alain Delon, e “Shalako” (1968) com Sean Connery.

Ainda na década de 1960, Bardot lutou contra a depressão e o alcoolismo. Em sua controversa autobiografia “Iniciais BB”, lançada em 1996, ela descreve uma tentativa de aborto e diz que via o filho, ainda na barriga, como um “tumor cancerígeno”.

Em coletivas de imprensa sobre o livro, Bardot também afirmou que preferia ter parido um cachorrinho em vez de uma criança. Jacques Charrier, o ex-marido, e seu filho Nicolas processaram a atriz pelos comentários. Bardot teve uma relação distante com seu único filho. Segundo a imprensa internacional, eles só se reaproximaram depois que Brigitte se tornou bisavó.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo