Marinho e Garotinho falam de segurança pública e política carcerária

Candidatos discutiram expansão do sistema prisional, retomada de territórios e estratégias de combate ao crime durante o debate

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No segundo bloco de debates de candidatos ao governo do Rio, promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (9), André Marinho (Novo) questionou Anthony Garotinho (Republicanos) sobre a política para ampliar a capacidade do sistema carcerário do Rio durante o debate entre os candidatos ao governo do estado.

Garotinho afirmou que pretende tratar a segurança pública a partir das características de cada tipo de crime e defendeu ações específicas para enfrentar a criminalidade.

“Segurança pública é uma palavra vaga. Temos que falar de criminalidade, cada crime precisa de uma metodologia. Todo mundo sabe quem compra carga roubada. Tráfico é outra coisa”, afirmou.

Sobre a retomada de territórios dominados pelo crime, Garotinho defendeu mudanças na atuação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

“Recuperar território é: tem que fazer o Bope 2.0”, declarou.

Marinho rebateu as declarações e criticou a atuação de Garotinho quando esteve à frente do governo estadual.

“O ex-governador Garotinho virou fiscal retroativo do Rio. Toda semana aparece em podcast, dizendo que vai fazer e teve a chance. Rebeliões aconteceram no seu governo. No governo da sua esposa, falharam miseravelmente. Precisamos olhar para frente”, afirmou.

O candidato também defendeu a criação de um conselho de segurança e a realização de operações contra grupos criminosos.

“Precisamos ter muita clareza, manter operações incisivas. Onde o poder público opera, o poder paralelo não impera”, disse.

Marinho também criticou a gestão do prefeito Eduardo Paes e afirmou que o combate ao crime precisa incluir áreas dominadas por grupos armados.

“Quem não tira lixo, vai tirar fuzis das favelas?”, questionou. Por fim, o candidato prometeu que, caso eleito, prenderá grandes lideranças do tráfico de drogas.

“Doca, Naval, sei do medo que vocês espalham. Sei dos policiais assassinados. Vamos encontrar e prender vocês. Se vocês reagirem, vamos matá-los”, declarou.

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