Candidatos respondem a jornalistas no segundo bloco de debate

No segundo bloco do debate entre os candidatos ao governo do Rio, na TV Bandeirantes, os participantes responderam a perguntas feitas por jornalistas sobre segurança pública, educação, mobilidade e saúde. Segurança pública A jornalista Yasmin Cachu, do Jornal do Rio, perguntou sobre a retomada de territórios dominados por traficantes e milicianos e questionou qual seria…

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No segundo bloco do debate entre os candidatos ao governo do Rio, na TV Bandeirantes, os participantes responderam a perguntas feitas por jornalistas sobre segurança pública, educação, mobilidade e saúde.

Segurança pública

A jornalista Yasmin Cachu, do Jornal do Rio, perguntou sobre a retomada de territórios dominados por traficantes e milicianos e questionou qual seria o plano para ampliar a presença do Estado nas comunidades.

Douglas Ruas foi o primeiro a responder. O candidato afirmou que a situação é difícil, mas defendeu uma mudança na política de segurança pública.

“Eu sei que você está em casa e não acredita que seja mais difícil. É difícil, mas não é impossível. Estamos há 17 anos trabalhando com a mesma política e não conseguimos entregar os resultados que você espera. Vamos alterar essa política”, afirmou.

Segundo Ruas, a retomada de territórios será o principal indicador de sua política de segurança.

“O principal indicador será a retomada de territórios. Precisamos devolver liberdade para essas pessoas que moram nessas comunidades. Elas precisam ter direito de ir e vir, porque a barricada impede que ela chegue à sua casa”, disse.

O candidato também defendeu mudanças na assistência aos policiais.

“Criaremos a advocacia do policial, assistido desde o primeiro momento. Vamos convocar aprovados em concurso”, afirmou.

Educação

A jornalista Berenice Seara questionou os candidatos sobre os indicadores da educação no estado. Ela citou a melhora no Ideb, mas destacou que os resultados ainda são considerados insuficientes, e pediu três medidas urgentes para enfrentar o problema.

William Siri respondeu que os baixos salários dos professores estão entre os principais problemas.

“O pior salário dos professores de toda a federação, é importante lembrar. Nem o piso nacional o Cláudio Castro pagou”, afirmou.

Siri defendeu uma transformação no modelo educacional, com ampliação do ensino integral.

“Vou revolucionar nossa educação, com ensino integral. Se tivesse feito até agora, não estaríamos vivendo essa insegurança. No Ciep tinha tudo”, disse.

O candidato também defendeu a criação de uma renda básica para jovens permanecerem na escola e afirmou que pretende criar 30 Cieps em seis meses.

“Ouvi de mães que a escola é o microcosmo da sociedade. Se revolucionar a escola, revoluciona-se tudo”, declarou.

Mobilidade

O jornalista Carlos Andreazza questionou os candidatos sobre o modelo de transporte ferroviário do estado após a saída da SuperVia e a atuação da TrensRio. Ele perguntou se os candidatos aprovam o modelo atual e se pretendem fazer mudanças caso sejam eleitos.

Anthony Garotinho afirmou que pretende priorizar investimentos em educação e formação profissional.

“Vou pagar aos policiais aposentados. Aos professores, vou dar o piso nacional da educação e investir em bolsas e capacitar professores para as profissões do futuro”, afirmou.

Garotinho também defendeu uma mudança na estrutura do ensino.

“As profissões estão acabando. Precisamos formar gente com outra mentalidade. Minha escola terá seis horas”, disse.

O candidato citou ainda o ex-governador Leonel Brizola e o modelo dos Cieps.

“Tenho grande carinho por Darcy Ribeiro. Foram muito contra os Cieps”, afirmou.

Ao falar sobre o transporte ferroviário, Garotinho criticou o histórico da concessão.

“O contrato da SuperVia é uma vergonha de sempre, mesma coisa do Jaé”, declarou.

Saúde

A jornalista Agatha Meirelles questionou André Marinho sobre a demora no atendimento pelo sistema público de saúde e a falta de integração entre os governos. A pergunta teve como foco principal as filas do SisReg.

Marinho afirmou que a situação é grave e citou o caso de uma mulher que teria esperado meses por um tratamento.

“A senhora me abordou, esperou sete meses para ter tratamento de catarata. Criminoso”, afirmou.

O candidato defendeu uma mudança na gestão da saúde e prometeu criar um mecanismo de integração entre os sistemas.

“Vou criar o Código Vermelho da Saúde para fazer essa integração. A fila supera a de antes da pandemia. O modelo faliu, vamos fortalecê-lo”, declarou.

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