Comissão da Câmara dos Deputados debate futuro do Galeão e impacto do novo leilão na Ilha do Governador

Encontro foi organizado pela Comissão de Viação e Transportes e reuniu parlamentares federais e vereadores; leilão do aeroporto está marcado para o próximo dia 30, na B3, em São Paulo, com lance mínimo de R$ 953 milhões

A proximidade do novo leilão da concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, pautou um debate organizado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados na manhã desta sexta-feira (6), na Ilha do Governador. O encontro reuniu parlamentares federais, vereadores e a sociedade civil para discutir as contrapartidas do novo contrato, que tem lance mínimo fixado em R$ 932 milhões.

A reunião, convocada pelo deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), focou na necessidade de que a nova concessão não seja apenas uma transação financeira, mas um motor de desenvolvimento para a Zona Norte. Uma das propostas centrais de Leal é que parte da outorga paga pela futura concessionária seja obrigatoriamente revertida em projetos ambientais, sociais e esportivos na Ilha do Governador.

O impacto no emprego e a conexão com a Ilha

Presente no debate, o vereador Pedro Duarte (PSD), presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio, destacou a importância do aeroporto para a economia local. Ele ressaltou que o terminal é o centro de um ecossistema que emprega, atualmente, cerca de 12 mil pessoas, e que o fortalecimento do aeroporto também pode servir de argumento para reivindicar investimentos para a região.

“Com o aumento de voos e novas companhias, podemos ter o crescimento da contratação de mão de obras, que em boa parte vêm da própria Ilha. Torcemos para que o Galeão tenha sucesso, se desenvolva e que podemos usá-lo também como boa justificativa para pleitear investimentos que a Ilha merece”, afirmou Duarte. 

O vereador também colocou a comissão à disposição para cobrar os serviços necessários para o bairro. “É importante que os recursos oriundos da outorga da concessão possam ser investidos na melhoria da mobilidade urbana da Ilha e do entorno, o que auxilia os moradores, ajuda o turismo e também o escoamento de cargas”, continuou.

Presente no debate, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Maurício Costa, defendeu que os novos contratos da concessão não prejudiquem bares e restaurantes já instalados no aeroporto.

Também estiveram presentes representantes da Subprefeitura das Ilhas, da PM, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal

O novo leilão do Galeão está marcado para o próximo dia 30, na B3, em São Paulo. O processo prevê a venda de 100% das ações da concessionária que administra o aeroporto. O lance mínimo é de R$ 932 milhões.

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