Polícia investiga suspeita de abuso sexual contra menina de 7 anos em Niterói

Criança teria sido abordada por homem com o rosto coberto dentro da Escola Municipal Mestra Fininha, no Barreto

A Polícia Civil investiga uma denúncia de abuso e importunação sexual contra uma menina de 7 anos dentro da Escola Municipal Mestra Fininha, no bairro do Barreto, em Niterói. Segundo a mãe da criança, a aluna teria sido abordada por um homem no banheiro da unidade escolar.

De acordo com Leticia Martins, a mãe da estudante, o episódio teria ocorrido na última segunda-feira (2), quando a filha foi ao banheiro da unidade escolar. Segundo o relato da criança à família, ela estava dentro do banheiro quando alguém pressionou a porta para entrar.

“Ela ainda não sabia quem era e falou: ‘Pode esperar, por favor?’. Aí a pessoa respondeu que não ia sair enquanto ela não abrisse a porta. Ela pediu para a pessoa sair e ele repetiu que não sairia. Quando ela abriu a porta, era um homem, com o rosto tapado, somente com os olhos aparecendo. Ele estava com as calças arriadas, com as partes íntimas de fora para uma criança”, contou a mãe em uma publicação nas redes sociais.

Veja o vídeo:

Ainda segundo ela, a filha relatou que tentou evitar olhar para o homem.

“Ela falou: ‘Mamãe, eu botei a mão no rosto porque sei que não posso ver aquilo’.”

Homem bloqueou saída

A mãe afirma que, ao tentar sair do banheiro, a menina foi impedida pelo homem. “Ela tentou sair e ele ficou na frente dela, tocando nas partes íntimas e se insinuando para a menina. Falou que ela não podia contar para ninguém”, narra.

Segundo o relato da criança, o homem teria uma tatuagem na mão, era branco e aparentava ser jovem.

“Ela disse que ele era grande e tinha uma tatuagem na mão, um leão. Ela conseguiu correr e ele botou o pé na frente para minha filha cair. Mas Deus enviou um anjo para guardar minha filha e ela conseguiu sair do banheiro”, disse Leticia.

Com medo, criança contou o caso para outra aluna

Após o episódio, a menina ficou em estado de medo e chorando. Ela não procurou imediatamente a professora e contou primeiro a uma colega de turma.

“Essa amiguinha comunicou a professora. Sendo que ela [professora] deu a mínima, falou para minha filha parar de chorar. Não levantou na hora para ir no corredor e ver se vinha alguém, não foi no banheiro ver se o cara ainda estava lá, não comunicou a direção da escola, não falou com ninguém. Continuou a aula como se nada tivesse acontecido”, afirmou a mãe.

O caso só chegou ao conhecimento da família após a mãe da colega entrar em contato. A responsável afirma que procurou a direção da escola, que inicialmente disse não ter conhecimento do ocorrido.

Segundo ela, a menina tem apresentado dificuldades desde então.

“Mamãe, o banheiro é no final. Eu fiquei com medo dele botar a mão na minha boca, me enforcar e eu morrer”, relatou a criança à mãe.

Leticia disse ainda que, durante a conversa com a escola, foi levantada a hipótese de que a pessoa poderia ser um aluno com deficiência.

“Onde que um aluno PCD vai ter uma tatuagem de leão na mão? Quando eu falei da tatuagem, eles falaram que poderia ser uma de chiclete. Minha filha não sabe o que é uma tatuagem de verdade? Que loucura é essa? Ela sabe distinguir”, disse.

De acordo com a mãe, a escola também informou que a unidade não possui câmeras de segurança.

Manifestação

Nesta quinta-feira (5), mães e responsáveis se uniram em um protesto em frente a unidade escolar, pedindo por justiça.

A investigação do caso está em andamento na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói e corre sob sigilo, informou a Polícia Civil.

O que diz a escola?

A Secretaria de Educação informou que acompanha o caso e repudia qualquer tipo de violência ou abuso no ambiente escolar.

“A Secretaria orientou a diretora da escola envolvida, recém eleita por eleição direta pela comunidade escolar, a dar prioridade total ao acompanhamento e à apuração do caso. Casos dessa natureza devem ser tratados com a máxima apuração e seriedade.

Foi disponibilizado atendimento psicológico à estudante e sua família. A Secretaria Municipal de Educação abriu uma sindicância para apurar o ocorrido. Também será instaurado procedimento administrativo para ouvir a profissional citada e averiguar sua conduta, assegurando o devido processo de defesa e a aplicação das medidas cabíveis, conforme o resultado da apuração.

A Secretaria reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e seguirá colaborando integralmente com as autoridades responsáveis para o completo esclarecimento do caso“.

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