Changi, empresa de Cingapura que opera o Aeroporto Antônio Carlos Jobim, o Galeão, mira a privatização do Santos Dumont, no Centro, para solucionar a crise que o terminal internacional vive com falta de passageiros.
A situação tende a piorar se o movimento do Santos Dumont aumentar após a privatização, que está prevista para o ano que vem.
Interlocutores da companhia, que tem 51% do consórcio RIO-Galeão, em conjunto com a Infraero e integrantes do governo acreditam que esta ação seria uma forma de solucionar a privatização do Galeão, que nunca alcançou as metas de sua concessão.
A empresa estaria buscando um investidor estrangeiro disposto a montar um consórcio para arrematar o Santos Dumont. Pessoas próximas da empresa, do setor e do governo afirmam que a solução ideal é a Changi poder fazer uma espécie de coordenação das operações entre os dois aeroportos.
A expansão do terminal central do Rio, inclusive com voos internacionais, certamente vai esvaziar ainda mais o Galeão.
O esvaziamento do aeroporto do Galeão pelo Governo Federal com o propósito de supervalorizar artificialmente o leilão do Santos Dumont preocupa as principais lideranças do Rio. O Galeão é um terminal estratégico para a economia do estado
Neste domingo, diante de rumores de que Chanci – empresa de Cingapura detentora da concessão – estaria disposta a sair da operação, o Presidente da Alerj, André Ceciliano, anunciou a criação da frente parlamentar de defesa do Galeão.
Nas redes sociais, Ceciliano anunciou ainda a realização de audiência pública para debater e buscar soluções que impeçam a concessão do Santos Dumont, sob regras que inviabilizem o aeroporto internacional da Ilha do Governador.
“Essa ação de esvaziamento pelo governo federal do aeroporto internacional do Galeão irá impactar diretamente na economia de todo estado do Rio de Janeiro. Para se ter uma ideia, cerca de 60% dos empregos na Ilha do Governador, onde o aeroporto está localizado, estão concentrados no comércio. Não podemos permitir o esvaziamento total do Galeão que irá acabar com os voos internacionais diretos. Isso afetará também o nosso turismo”, afirmou.






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