O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende deixar o comando da prefeitura nas próximas semanas para disputar o governo do estado. A declaração foi feita de forma bem-humorada durante evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na zona oeste da capital fluminense.
Paes disse que vai renunciar ao cargo “para brincar em outro palácio”, em referência ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, informa a Folha de S.Paulo. A fala ocorreu durante a inauguração do túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande.
“Estou indo embora em 15 dias. […] Cansei do meu palácio. Estou querendo brincar em outro palácio. Cavaliere assume aqui a prefeitura”, declarou o prefeito, citando o atual vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, que deve assumir a administração municipal após a saída do titular.
Paes e Lula participaram juntos da entrega do novo túnel, uma das principais intervenções do Anel Viário de Campo Grande. O projeto recebeu investimento estimado em R$ 1 bilhão e faz parte de um conjunto de obras de mobilidade urbana na zona oeste do Rio. Em tom descontraído, Paes e Lula “apostaram uma corrida” no túnel.
A região escolhida para a inauguração tem relevância política. Nas eleições presidenciais de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve ampla vantagem sobre Lula em diversos bairros da zona oeste da cidade.
Estratégia para disputa estadual
A expectativa é que Paes oficialize sua renúncia à prefeitura no dia 20 de março, passo necessário para se candidatar ao governo do estado nas eleições deste ano. Com a saída, ele deixará também as residências oficiais do prefeito: o Palácio da Cidade e a Gávea Pequena.
Mesmo aliado de Lula, o prefeito já definiu que a candidata a vice-governadora em sua chapa será Jane Reis (MDB), irmã do ex-deputado Washington Reis, político que mantém proximidade com setores ligados ao bolsonarismo.
Adversários começam a se posicionar
No campo da oposição, o PL articula a candidatura do atual secretário estadual Douglas Ruas ao governo fluminense. A legenda deve contar com o apoio da federação formada por PP e União Brasil, ampliando a disputa política no estado.






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