Uma operação da Polícia Militar no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na quinta-feira (13/03), resultou na morte do ambulante Marcelo Santos Martins, de 51 anos, e gerou indignação entre moradores. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) acionou o Ministério Público para cobrar esclarecimentos sobre os parâmetros e justificativas da ação policial, após receber denúncias de violações de direitos e impactos causados pela incursão.
O colegiado diz ter recebido relatos de abusos e excessos durante a operação. A morte de Martins, baleado enquanto se dirigia ao trabalho, intensificou as cobranças por investigação. Segundo familiares, ele foi atingido por disparos no meio de um confronto entre policiais e criminosos. Ele estava levando almoço para sua esposa, que também trabalha como camelô.
A ação policial gerou protestos na Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, onde moradores bloquearam a via com veículos. A deputada Dani Monteiro (Psol), presidente da Comissão, questionou a política de segurança do estado.
“Mais um trabalhador tem sua vida interrompida de forma brutal durante uma operação. Nossa inteira solidariedade à família de Marcelo. Nenhuma política de segurança pode ter como resultado a morte de trabalhadores no trajeto para o sustento de suas famílias. Até quando vamos ter que repetir sempre esse mesmo discurso? Quantos mais vão precisar morrer?”
A PM informou que seus agentes foram atacados por criminosos durante patrulhamento de rotina e que a região do Chapadão possui ocupação permanente. A corporação ressaltou que os policiais envolvidos na ação estavam utilizando Câmeras Operacionais Portáteis (COPs).





