Caso de jovem morto no Chapadão deve ser investigado pela Delegacia de Homicídios

Comissão de Direitos Humanos da Alerj vai oficiar a Polícia Civil solicitando a transferência do caso para a unidade especializada. O colegiado recebeu os familiares da vítima na terça-feira

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), vai oficiar a secretaria estadual de Polícia Civil para solicitar que as investigações sobre a morte de Daniel da Costa Ferraz, de 19 anos, fiquem a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital.

Ele foi baleado durante uma operação policial no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, na última quinta-feira (23). O caso é investigado pela 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). A presidente da comissão, Dani Monteiro (Psol), recebeu os familiares na terça-feira (28/05).

Daniel havia comemorado o aniversário da mãe, Rosângela Maria, e estava a caminho da escola quando foi alvejado. Parentes, no entanto, questionam o modo como ele foi socorrido pela PM. Um vídeo mostra que o jovem já estava baleado quando um policial passou, olhou e seguiu em frente.

A família quer saber agora quanto tempo depois o estudante foi levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas. A Comissão da Alerj também oficiará a unidade para que os parentes tenham acesso ao boletim de atendimento médico (BAM).

A PM, por sua vez, sustenta que os agentes realizavam policiamento e foram atacados por criminosos armados. O jovem teria sido atingido no confronto. Mas testemunhas alegam que não havia nenhuma operação na comunidade naquele dia.

“Receber a família de Daniel foi importante para entender a situação e buscar soluções efetivas. Estou comprometida em solicitar celeridade na investigação por parte da Polícia Civil, principalmente que esta seja encaminhada para a Delegacia de Homicídios. É essencial que todas as circunstâncias da morte de Daniel, incluindo a possível demora no socorro, sejam esclarecidas com rigor”, disse Dani Monteiro.

O encontro contou com a presença de membros da Defensoria Pública e da Comissão Especial de Combate ao Racismo da Câmara dos Vereadores do Rio. Os parentes de Daniel terão acompanhamento jurídico e psicossocial.

Outro baleado no confronto do Chapadão foi Christian Samuel de Freitas, de 17 anos. Ele foi atingido na nuca quando saia de casa de madrugada para vender balas no Complexo. A Comissão também acompanha o caso.

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