O jornalista Raimundo Rodrigues Pereira morreu na manhã deste sábado (2), no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Referência da imprensa brasileira, ele teve atuação marcante no jornalismo independente e na resistência democrática durante o período da ditadura militar. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Natural de Exu, Raimundo construiu uma trajetória ligada à defesa de um jornalismo crítico, com foco em temas sociais. Ao longo de sua carreira, teve passagens de destaque por veículos de grande prestígio, como a revista Realidade e o jornal O Estado de S. Paulo, nos quais se destacou pela profundidade de suas reportagens e análises.
Foi na imprensa alternativa, porém, que consolidou seu papel histórico. Em 1975, fundou o jornal Movimento, um dos principais veículos de oposição ao regime militar.
Sob sua liderança, o periódico ganhou projeção ao denunciar abusos e abrir espaço para análises críticas em defesa das liberdades democráticas. O Movimento reuniu jornalistas e intelectuais que atuavam em oposição ao regime.
A atuação do veículo ocorreu sob forte pressão. O jornal enfrentava censura prévia, cortes frequentes e dificuldades financeiras ao longo de sua circulação.
Em uma fase posterior da carreira, Raimundo criou o projeto Retrato do Brasil, voltado à interpretação da realidade nacional.
A trajetória do jornalista se confunde com parte importante da história da imprensa brasileira e da resistência democrática no país.
O corpo de Raimundo será cremado ainda neste sábado.
* Com informações do g1.





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