O avanço do Comando Vermelho (CV) em regiões historicamente controladas por milícias tem preocupado as autoridades de segurança do Rio. De acordo com a Polícia Civil, a facção estabeleceu duas bases principais na capital — Vila Kennedy, na Zona Oeste, e comunidades de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste — de onde partem os “bondes”, comboios armados que miram áreas rivais. Agenda do Poder antecipou, com exclusividade, que o chamado Corredor Itanhangá, das comunidades Rio das Pedras, Tijuquinha, Morro do Banco, Muzema e Gardênia Azul, receberá a primeira investida das autoridades na recuperação desses territórios.
Nesta sexta-feira (10), uma megaoperação envolvendo cerca de 15 comunidades da Região Metropolitana buscou conter o avanço da facção. A ação terminou com sete mortos e 19 pessoas presas.
Da milícia ao CV: território em disputa
Antes considerado reduto quase inexpugnável das milícias, o Corredor Itanhangá passou nos últimos anos a registrar forte presença do CV. Apenas Rio das Pedras ainda está sob o domínio de milicianos, em aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP). Nesta área, as duas facções se uniram para conter a expansão do CV.
A escolha da região tem forte simbolismo: trata-se de uma reocupação que atinge, de uma só vez, as três principais facções criminosas do Rio.
Classificação de áreas: baixa, média e alta complexidade
De acordo com levantamento da Secretaria de Segurança, as áreas foram mapeadas a partir de critérios como geografia, poder bélico das facções e número estimado de criminosos em atuação.
- Baixa complexidade: Corredor Itanhangá.
- Média complexidade: Cidade de Deus e Catiri.
- Alta complexidade: Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Complexo do Salgueiro (São Gonçalo) e Complexo de Israel.






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