Exclusivo! Governo do Estado prepara operação de guerra no ‘Corredor Itanhangá’ para iniciar retomada de territórios do crime organizado

O plano prevê a mobilização conjunta de tropas policiais estaduais e federais, além de contingente expressivo de servidores de áreas estratégicas, como serviço social, saneamento, geração de emprego e qualificação profissional

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Em cumprimento à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, o governo do Rio de Janeiro prepara para novembro uma verdadeira operação de guerra para a recuperação de territórios dominados pelo crime organizado. A iniciativa conta com apoio do governo federal e da Prefeitura do Rio, conforme fixado pela decisão da Suprema Corte.

Corredor Itanhangá será o primeiro alvo

A Agenda do Poder apurou, em primeira mão, a região escolhida para iniciar a megaoperação: o chamado Corredor Itanhangá, que engloba as comunidades Rio das Pedras, Tijuquinha, Morro do Banco, Muzema e Gardênia Azul.

O plano prevê a mobilização conjunta de tropas policiais estaduais e federais, além de contingente expressivo de servidores de áreas estratégicas, como serviço social, saneamento, geração de emprego e qualificação profissional.

Da milícia ao CV: território em disputa

Antes considerado reduto quase inexpugnável das milícias, o Corredor Itanhangá passou nos últimos anos a registrar forte presença do Comando Vermelho (CV). Apenas Rio das Pedras ainda está sob o domínio de milicianos, em aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP). Nesta área, as duas facções se uniram para conter a expansão do CV.

A escolha da região tem forte simbolismo: trata-se de uma reocupação que atinge, de uma só vez, as três principais facções criminosas do Rio, a começar pelo hegemônico Comando Vermelho.

Classificação de áreas: baixa, média e alta complexidade

De acordo com levantamento da Secretaria de Segurança, as áreas foram mapeadas a partir de critérios como geografia, poder bélico das facções e número estimado de criminosos em atuação.

  • Baixa complexidade: Corredor Itanhangá.
  • Média complexidade: Cidade de Deus e Catiri.
  • Alta complexidade: Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Complexo do Salgueiro (São Gonçalo) e Complexo de Israel.

Próximos passos e homologação no STF

Na próxima semana, a cúpula da Secretaria de Segurança se reunirá com o governador Cláudio Castro para discutir o plano. Caso seja aprovado, será enviado ao STF para homologação.

Caberá a Castro conduzir a articulação política junto ao governo federal e às prefeituras, já que a decisão do Supremo exige a participação dos três entes federativos – União, Estado e Município – na execução do projeto.

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