O juiz Hugo Michelini suspendeu, nesta quinta-feira (4), o júri popular do ex-policial penal Jorge Guaranho, réu por homicídio duplamente qualificado pela morte de Marcelo Arruda, guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
O julgamento teve início às 9h, mas foi interrompido às 9h50 devido ao abandono do plenário pela defesa de Guaranho, que se recusou a prosseguir após a não aceitação de seus pedidos pelo juiz. O crime ocorreu em 2022 durante a comemoração do aniversário de 50 anos de Marcelo, com temática do PT, resultando em sua morte após ser baleado pelo ex-policial, conhecido por sua afinidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A defesa de Guaranho solicitou o adiamento do júri devido à impossibilidade de localizar uma testemunha crucial para o julgamento, além de contestar a inclusão tardia de documentos no processo pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e a chegada do réu em Foz do Iguaçu menos de 24 horas antes do início do julgamento.
O juiz Michelini rejeitou os pedidos da defesa, entendendo que a inclusão dos documentos não afetaria o julgamento. Diante disso, os advogados abandonaram o plenário, levando à suspensão do júri. Uma nova data foi marcada para 2 de maio, às 8h30, no mesmo local.
O advogado de defesa da vítima, Daniel Godoy, criticou a decisão de abandonar o plenário, enfatizando que continuarão lutando por justiça para Marcelo Arruda.
Por sua vez, o advogado de defesa de Guaranho, Samir Mattar Assad, alegou falta de tempo para analisar os documentos e destacou a chegada tardia do réu em Foz do Iguaçu como prejudicial à sua defesa, argumentando que não tiveram tempo suficiente para preparar uma defesa adequada.
Com informações de Diário do Centro do Mundo





