Clínica é multada por uso irregular de remédio para emagrecer em Bonsucesso

Tirzepatida, vendida como Mounjaro, era armazenada de forma inadequada e aplicada em local sem licença para serviços de saúde

Uma clínica de estética foi multada na manhã desta terça-feira (3) por uso irregular de tirzepatida, medicamento comercializada como Mounjaro, usado para emagrecimento e diabetes. A fiscalização aconteceu em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, através da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio).

Os agentes chegaram até o local após denúncias anônimas feitas à Central 1746, informando possível uso de medicamentos de procedência duvidosa e exercício ilegal da profissão.

O Centro de Emagrecimento Bonsucesso não possui atividade licenciada para prestação de serviços de saúde | Allan Kardec / Divulgação SEOP

No local, os agentes encontraram um frasco de tirzepatida manipulada pela empresa Gran Farma, que, segundo a prefeitura, não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para manipular medicamentos estéreis.

Armazenamento irregular e sem alvará

O produto estava armazenado a 17,5°C, fora das condições consideradas adequadas, e não tinha identificação com nome do paciente nem data de abertura. De acordo com a Vigilância Sanitária, esse tipo de medicamento deve ser individualizado e devidamente identificado.

O Centro de Emagrecimento Bonsucesso não possui atividade licenciada para prestação de serviços de saúde. Por isso, foi multado em cerca de R$ 4.500 e deverá regularizar o alvará antes de realizar qualquer procedimento. A aplicação do medicamento era feita por uma enfermeira habilitada.

A tirzepatida é indicada para tratamento de diabetes tipo 2, mas ganhou popularidade pelo uso no emagrecimento, sempre sob prescrição médica.

A Seop e o IVISA-Rio informaram que novas fiscalizações serão realizadas nos próximos dias em clínicas e centros de estética da capital.

“É importante destacar que a participação do cidadão é fundamental nesse processo. Denúncias devem ser realizadas junto ao 1746 e vão nortear as nossas ações conjuntas”, finaliza o secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior.

Pronunciamento

Em nota, a rede Emagrecentro esclareceu que “recebeu uma autuação administrativa durante fiscalização sanitária relacionada ao enquadramento do CNAE no alvará de funcionamento e quanto à temperatura da substância manipulada para aplicação”.

Disse ainda que não houve interdição da unidade e que segue funcionando normalmente.

“Ficou comprovado que os profissionais da clínica estão devidamente habilitados para o atendimento. O que a ação da vigilância sanitária pontuou foram divergências burocráticas entre os números CNAES e as atividades cadastradas no órgão municipal, o que será solucionado por meio de requerimento administrativo. A unidade fará as devidas correções conforme registrado no Termo de Visita Sanitária emitido pela própria autoridade sanitária”, afirmou.

Por fim, afirmou que segue acompanhando o caso e reforça que suas operações seguem protocolos técnicos e sanitários, priorizando a segurança, a ética e a transparência no atendimento aos pacientes.

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