Ciro Nogueira chama operação sobre Banco Master de perseguição eleitoral

Senador afirma que ação da Polícia Federal ocorre em ‘ano político’ e questiona impactos sobre sua imagem pública

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) classificou como “perseguição eleitoral” a quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema envolvendo o Banco Master. Em nota publicada nas redes sociais nesta sexta-feira (8), o parlamentar afirmou que ações desse tipo se repetem em períodos eleitorais e têm como objetivo atingir candidatos bem posicionados nas pesquisas.

A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador no Distrito Federal e no Piauí. A decisão também determinou o bloqueio de bens que pode chegar a R$ 18,85 milhões. Outros investigados foram atingidos, entre eles Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, que acabou preso.

Críticas e defesa pública

Em sua manifestação, Ciro Nogueira afirmou que já enfrentou situações semelhantes no passado e que, segundo ele, as acusações anteriores foram esclarecidas pela Justiça. “Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, declarou.

O senador também questionou os danos à sua reputação. “Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, escreveu. Apesar das críticas, ele afirmou que continuará sua atuação política: “Nada me faz abandonar o povo que confia em mim”.

Investigação cita voos de helicóptero

Entre os elementos analisados pela investigação estão registros de voos realizados por um helicóptero ligado a Daniel Vorcaro. Um e-mail da empresa PrimeYou, responsável pela gestão da aeronave, aponta viagens realizadas em novembro de 2024, durante o fim de semana do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.

Segundo os documentos, houve deslocamentos entre o heliporto do Kartódromo Ayrton Senna, em Interlagos, e o aeroporto de Congonhas. Os passageiros listados incluem nomes como Antonio Rueda, Daniel Vorcaro e, em um dos voos, o próprio Ciro Nogueira. A aeronave, de prefixo PS-MAS, teria sido adquirida por cerca de R$ 16,4 milhões, informa o g1.

Reação política

Ao encerrar a nota, o presidente nacional do PP disse que as investigações não irão interromper sua trajetória política e afirmou que o episódio reforça sua disposição de atuação. “Esses acontecimentos me dão mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí”, declarou.

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